Preço do etanol pode sofrer reajuste ao consumidor fluminense

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SUL FLUMINENSE

O motorista que utiliza etanol em seu veículo poderá desembolsar valores mais elevados para abastecer. Desde o início do ano a alta de preços desse combustível é analisada pelos donos de postos no Rio de Janeiro, uma vez que a partir do dia 1º o valor da alíquota do ICMS estadual subiu de 25% para 32%.

Expirou em 31 de dezembro o Decreto nº 36.112/2004, criado pela ex-governadora Rosinha Garotinho, com a proposta de manter o equilíbrio fiscal entre o valor do etanol nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em todo o Estado do Rio de Janeiro o etanol já está chegando aos revendedores cerca de 7,2% mais caro. Desde o dia 1º, em âmbito nacional há ainda a alta de 2,5% no preço do diesel nas refinarias, devido ao fim do subsídio que havia sido acertado entre o governo federal e os caminhoneiros, após paralisação destes, no final de maio de 2018.

Para a direção do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas Conveniadas no Estado do Rio de Janeiro (Sindestado-RJ), as mudanças na lei podem prejudicar o consumidor. “Esses aumentos nos preocupam porque tendem a causar impacto negativo no volume de vendas, uma vez que o consumidor, de uma maneira geral, já vem agindo de forma extremamente cautelosa. E nem todos compreendem que muitas vezes, como agora com o diesel e o etanol, os preços sobem por causa de leis ou impostos”, comenta Ronald Barroso do Couto, presidente do Sindestado, que representa os donos de postos estabelecidos no Estado do Rio.

A expectativa é pelas ações da nova gestão da Secretaria de Estado de Fazenda, sob a orientação do governador Wilson Witzel e do chefe da pasta, o secretário Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho. Entre algumas metas já divulgadas pelo novo governo estão o combate à sonegação fiscal de bebidas, combustível e cigarros e a negociação das obrigações impostas pelo regime de recuperação fiscal.

O abastecimento de combustível tem impacto nas despesas dos motoristas – Foto: Divulgação

Enquanto novas medidas não são anunciadas especificamente para o ICMS do etano, há motoristas que relatam ter recebido advertência de frentistas sobre futuro reajuste. Portanto, o consumidor deve ficar atento aos valores praticados atualmente e, em caso de abuso, realizar denúncia ao Programa de Defesa do Consumidor de sua cidade. Como orientação, atualmente vigora os preços de 2018 em boa parte das cidades da região. Em Barra Mansa, Resende e Volta Redonda, a pesquisa de preço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indica a média praticada para os principais combustíveis comercializados. Os dados foram coletados entre os dias 23 e 29 de dezembro.

VALORES

Em Resende, os postos praticam o litro do etanol a partir de R$ 3,35. “Com essa alteração do ICMS o valor vai subir sim, já fomos informados e isso pode acontecer antes mesmo da aquisição de nova remessa para repor o estoque”, projeta o gerente Marcio Ribeiro. O comerciante Sérgio Menezes, acostumado a abastecer R$ 150 quinzenalmente, espera fazer valer o seu dinheiro. “A sensação que tenho a cada ida ao posto é que o meu dinheiro vale menos, sem dúvida. Utilizo carro flex e opto em rodar com etanol, na maior parte do tempo. Tomara que não suba demais, pois o jeito será usar postos mais em conta e rodar menos”, comenta.

Em Barra Mansa, o preço médio do litro do etanol é R$ 3,531; já em Volta Redonda de R$ 3,601. Quanto ao diesel, o valor médio praticado em Barra Mansa, segundo a ANP, é de R$ 3,653, em Resende de R$ 3,271 e na Cidade do Aço em 3,734. Para efeito de comparação, o motorista que opta pela gasolina paga em média R$ 4,941/l, em Barra Mansa; R$ 4,862/l em Resende em R$ 4,89/l.

GASOLINA

A Petrobras deve reduzir o preço médio da gasolina em suas refinarias, a partir desta quarta-feira, dia 9, ao menor nível em cerca de 14 meses. A medida é consequência da baixa da cotação do dólar perante o real, considerado um dos parâmetros na elaboração do valor do combustível e seus reajustes. A expectativa é que o corte seja de 1,38% ante o valor praticado nesta terça-feira, baixando de R$ 1,4537 para R$ 1,4337/l.

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