Preço do combustível dispara e profissionais da área de transporte já sentem prejuízos

Motorista de aplicativo, entregadores de e-comerce e caminhoneiros já estão sentindo no bolso a diferença de valores em postos da região

Por Roze Martins
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SUL FLUMINENSE

Impulsionado principalmente pela alta internacional do petróleo, devido ao conflito no Oriente Médio, o aumento no preço dos combustíveis nesta semana já pôde ser sentido por diversos consumidores, principalmente os que dependem tanto da gasolina, quanto o diesel, para trabalhar no ramo de transportes. É o caso dos profissionais como entregadores de e-comerce, motoristas de aplicativo e caminhoneiros, que já estão sentindo no bolso a diferença do preço em postos de gasolina em toda a região.

Na região Sul Fluminense, a diferença de preço de combustíveis como o diesel e a gasolina já enfrenta variação desde segunda-feira, dia 16. O diesel, por exemplo, saindo entre R$ 6,99 até R$ 8 reais, em alguns postos, e a gasolina comum com uma diferença que pode chegar entre R$ 6,50 a R$ 7 reais. Conforme apurado pelo A VOZ DA CIDADE, em um posto de Barra Mansa na manhã de segunda o valor da gasolina comum era o de R$ 6,29 e o da aditivada R$ 6,49. Após o meio dia, esse preço já foi alterado para R$ 6,49 e R$ 6,64, respectivamente.

O motorista de aplicativo que abastecia no local, e pediu para não ser identificado, lamentou não ter chego antes do reajuste.

“É um aumento já considerável. Eu rodo em média de 150 quilômetros por dia e aí pesa no bolso porque esse aumento não afeta o preço da corrida, ou seja, eu estou gastando mais e não recebo na mesma proporção. Confesso que me assustei, vim aqui porque era onde estava mais barato e quando cheguei já tinha aumentado”, disse.

O caminhoneiro João Carlos Mendes Dias, de 47 anos, que atua nesta área há mais de 20 anos, lamenta que, mais uma vez, sua categoria esteja sendo prejudicada com os efeitos de um conflito externo,

“Está sendo muito pesado o impacto pra gente, porque o diesel é praticamente tudo no nosso trabalho. Nesta terça-feira, dia 17, eu fui abastecer em um posto que estou acostumado e o reajuste já era de R$ 0,80 centavos a cada litro. É um valor que faz muita diferença e que diminui o nosso lucro, já que as transportadoras não reajustam o valor na mesma proporção e quem absorve os custos somos nós”, se queixou o caminhoneiro.

O autônomo Diego Alves, que trabalha como entregador de encomendas para plataformas de e-commerce também se queixou do aumento e disse que, para profissionais como ele, o prejuízo com alta da gasolina se torna um grande problema porque eles rodam com o veículo de entrega o dia todo.

“O nosso gasto com gasolina é constante e com esses aumentos, e a expectativa de que a situação pode piorar, vai ser bem difícil fechar o mês no positivo. Hoje eu preciso abastecer com muito mais frequência, e o valor que entra não acompanha esse aumento”. disse.

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Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira, 18.

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, sendo metade arcada pela União.

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

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