Preço de combustíveis gera reclamação de consumidores na região

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SUL FLUMINENSE

Abastecer o veículo está mais caro na maioria das cidades do Sul Fluminense desde o fim de semana. No dia 19, a Petrobras autorizou reajuste para a gasolina e o diesel vendido para as refinarias, valores de 3,5% e 4,2%, respectivamente como medida de proteção do mercado diante da disparada do preço do barril de petróleo após ataques a refinarias na Arábia Saudita e alta do dólar. O custo do barril de petróleo no mercado externo registrou alta de 14,61% no início da última semana, cotado a US$ 69,02. A Petrobras adota como política de reajustes de preços as cotações internacionais do petróleo e dólar, além de outras variáveis. A estratégia é uma adequação da estatal ao mercado internacional.

Nos postos a situação é praticamente a que já anunciava o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniências do Estado do Rio de Janeiro (Sindestado-RJ). Na sexta-feira, dia 20, a entidade replicou nota oficial da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informando sobre a dificuldade dos postos absorverem os reajustes efetuados. “Segundo levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), os preços médios na bomba, considerando as duas primeiras semanas de setembro de 2019 em comparação aos preços médios de dezembro de 2018, tiveram redução de 1,39% para a gasolina e aumento de 0,6% para o diesel. No acumulado do ano até hoje, o aumento de preços nas refinarias para gasolina e diesel é de 15,95% e 26,92%, respectivamente”, afirma a Fecombustíveis citando ainda que “os preços da revenda estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se elas aumentarem, os postos, consequentemente, também repassam o aumento”. A Federação ressaltou também que os valores praticados pela Petrobras correspondem a um terço do preço pago pelo consumidor nos postos.

O metro cúbico do GNV oscila bastante, concorrendo com os valores da gasolina e etanol

PREÇO REAJUSTADO

Na prática, o consumidor da região encontra valores reajustados não somente para a gasolina e diesel, mas também etanol e GNV. Não é difícil achar quem reclame dos preços na região. Em Resende, a gasolina comum subiu para média de R$ 4,894 sendo o preço mais em conta na faixa de R$ 4,49, mas é possível encontrar locais comercializando o produto a R$ 5,150. “Eu abasteci R$ 30 na sexta-feira e não tinha aumento. No domingo, quando fui passear com a família o preço era outro, alguns centavos a mais e o frentista avisou que era devido ao reajuste da Petrobras. Subiu quase R$ 0,05”, comenta o comerciante Armando Siqueira, de Resende.

E quem utiliza GNV e etanol também reclama da alta nas bombas desde o fim de semana, na cidade. “Enchi minha botija de GNV com R$ 20,50 e rodei sábado o dia todo com a namorada. No domingo, só pra completar já paguei praticamente o mesmo valor: R$ 19,75. Ou seja, se eu estivesse zerado mesmo daria quase uns R$ 30. Não sei por que elevam tanto, só pode ser ganância”, critica o analista de sistemas, Marcos Damasceno. No posto que ele citou, o valor anterior era de R$ 3,25 o metro cúbico do GNV, e no domingo subiu para R$ 3,39/m³. Quem possui carro flex também sentiu a mudança, mesmo optando pelo etanol. O valor médio do litro do combustível na cidade é de R$ 3,914/l,com variação de R$ 3,499 a R$ 3,989. “Uso etanol pela economia, mas tem saído caro mesmo. O valor deveria ser tabelado e não livre comércio, a critério de cada posto”, reclama a autônoma Patrícia Cavalcanti.

Em Volta Redonda e Barra Mansa consumidores reclamaram dos reajustes, apesar de nem todos os postos subirem os valores. “Abasteci em Barra Mansa no domingo e reclamei do preço do GNV, o frentista riu e disse que ia aumentar nesta segunda-feira. Acho um absurdo o que fazem conosco”, argumentou a empresária Sandra Ribeiro. “Não está valendo a pena converter e pagar GNV tão caro”, criticou.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no levantamento mais recente, entre os dias 15 e 21 deste mês, a gasolina comum tem preço médio no Estado do Rio de Janeiro em R$ 4,7771/l para a revenda e o preço de distribuição em R$ 4,264/l. Já o etanol em R$ 3,751/l para a revenda e R$ 3,353/l para distribuição. O diesel S500 a R$ 3,581/l para revenda e R$ 3,145/l para distribuição.

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