Pré-candidata a prefeitura pelo Psol fala sobre reforma tributária para os mais ricos

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VOLTA REDONDA

A pré-candidata a prefeita de Volta Redonda pelo Psol, Juliana Carvalho, afirmou que, caso eleita, uma das primeiras ações que tomará será uma reforma tributária no imposto de imóveis não residenciais, cujo objetivo é aumentar a arrecadação para investir na educação e geração de emprego e renda. Segundo ela, essa reforma atingiria apenas os mais ricos e é prioridade, porque muitos projetos dependerão do aumento desta arrecadação. Ela alertou ainda que isso será possível se houver um apoio popular, para que a Câmara aprove. Juliana, que disputa pela primeira vez uma eleição, contou que é envolvida com a política desde que se conhece por gente, estando inserida no Psol há 13 anos, onde participa de movimentos sociais.

“Pensamos em uma readequação na alíquota dos impostos de imóveis não residenciais. Mas a proposta é ajustar isso apenas para os mais ricos. Isso teria um maior impacto na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que é dona de 25% da cidade e esses imóveis não residenciais estão abandonados e sem uso social. A gente entende que no momento da privatização da CSN, esses terrenos pertenciam ao município e foram todos privatizados. O objetivo é fazer com que a empresa repare e devolva isso de alguma forma para a população de Volta Redonda. Essa readequação, pelos nossos estudos, irá gerar uma arrecadação de R$ 190 milhões anuais e já temos um direcionamento para esse dinheiro”, explicou Juliana Carvalho.

Alguns dos pontos de investimentos destacados pela pré-pré-candidata foram as estruturas da cidade. “O tratamento do esgoto, reforma de escolas, as calçadas etc. Só nisso a gente já gera um impacto grande com a geração de emprego”, disse, acrescentando que a intenção também é universalizar o acesso aos cursos técnicos para a população adulta da cidade. “Pensamos, por exemplo, em uma bolsa de estudos com meio salário mínimo. Para isso será necessária uma parceria da prefeitura com as universidades da região”, detalhou.

Juliana Carvalho afirmou ainda que seu governo está focado na garantia dos direitos humanos, propondo ainda mudanças para fomentar a participação popular no que diz respeito a política pública. “Queremos colocar dentro da Secretaria de Direitos Humanos algumas coordenadorias para os grupos, como por exemplo, uma coordenadoria da mulher, outra para a população LGBT, pessoas com deficiências, negros e negras. O objetivo é incluir essas pautas dentro de todas as outras secretarias e isso estará diretamente vinculado ao gabinete dessa prefeitura. Queremos priorizar o combate ao racismo, a LGBTfobia e ao machismo, no sentido de integrar toda a população mais vulnerável ao acesso aos seus direitos”, afirmou.

AUTOGESTÃO

Outra proposta do governo é potencializar a organização de trabalhadores através da autogestão, como por exemplo, as diaristas. “Essas mulheres, muitas vezes se precarizam, aceitando trabalho com menor valor por conta de uma disputa entre elas. Mas se elas estão organizadas, não vão se sujeitar a questões de assedio e a um valor inferior. Esse momento colocou em evidência essa vulnerabilidade dessas trabalhadoras”, destacou, acrescentando que a proposta é criar uma associação cooperativa. “É algo que a prefeitura viabiliza, através de pontes com universidades e o uso de tecnologia. Será uma forma para que esse trabalhador autônomo consiga gerenciar seu serviço, sendo seu próprio patrão. A partir da autogestão poderão se organizar em empreendimentos coletivos”, explicou Juliana.

EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA

A pré-candidata ainda falou a respeito da educação e saúde, destacando o fim das terceirizações. Para as unidades escolares, Juliana afirmou que é necessária uma participação popular para pensar nas mudanças. “A juventude tem que está inserida nesse diálogo, os pais e profissionais de educação”, disse, acrescentando que na saúde é preciso o fim de todas as Organizações Sociais (OSs). “Além disso, queremos priorizar a Unidade Básica de Saúde (UBS), pois entendemos que saúde é prevenção e isso gera, no fim, uma diminuição nos custos”, afirmou.

Juliana disse também que a violência são consequências do abandono municipal e para combatê-la, é necessário uma visão diferente. “Os órgãos de segurança não podem se apresentar apenas como punitivos, pois estão ligados a garantia dos direitos. As maiores vítimas são os mais desfavorecidos e nós contemos essa violência fazendo uma política de prevenção, trabalhando com inteligência, monitoramento e diálogo com os órgãos. A Guarda Municipal tem que ter condição de trabalho e está bem preparada e esse sistema de segurança tem que estar articulado entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal”, finalizou.

 

 

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