Poupar dinheiro é realidade para quase seis milhões de fluminenses

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SUL FLUMINENSE

Poupar dinheiro é uma meta de quase todo trabalhador e segundo dados do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), 5,9 milhões de moradores do estado do Rio de Janeiro conseguiram poupar dinheiro nos últimos 12 meses. Em média, o fluminense reteve mais de R$ 2 mil/por pessoa, sendo a caderneta de poupança a principal escolha de aplicação dos rendimentos. Segundo o IFec RJ, ao menos 46% dos entrevistados afirmaram ter conseguido organizar suas finanças para guardar parte das economias, o que equivale a cerca de 5,9 milhões de consumidores do estado do Rio de Janeiro.

A sondagem realizada entre os dias 22 e 28 de outubro verificou ainda que, em média, cada consumidor conseguiu poupar exatamente R$ 2.710,84 no prazo de um ano. O motivo mais mencionado pelos fluminenses para guardar dinheiro foi a preocupação com despesas não previstas. Na Região Sul Fluminense, há relato de trabalhadores que conseguem guardar parte dos proventos. O pedreiro Paulo Odair, 53 anos, morador de Resende, tem renda mensal em torno de R$ 4,5 mil. A cada 30 dias destina aproximadamente R$ 300 para a poupança. “Tento manter um padrão, mas às vezes oscila para mais ou menos, conforme a rotina de trabalho. No ano passado consegui juntar quase R$ 3,7 mil. Estou repetindo a economia neste ano, espero utilizar parte do dinheiro para situações emergenciais e parte para o lazer, compras. Afinal, quem trabalha merece curtir o dinheiro também”, disse justificando a opção em armazenar recursos. “Acho que poupar ajuda a cobrir despesas imprevistas e evita depender de terceiros. Fazendo economia num banco me sinto mais seguro também”, opina.

Segundo o IFec RJ, entre as pessoas que conseguem guardar dinheiro, 79,6% mantêm uma parcela dos seus recursos em banco e 26,6% na própria moradia. Entre as pessoas que realizam algum tipo de investimento, a caderneta de poupança aparece em primeiro na lista de preferência de lugares para manter a aplicação, com 64,7%. A renda fixa está em segundo lugar no ranking, com 28,3% da preferência, e a renda variável aparece na terceira posição, com 15,8%.

POUPAR COM POUCO RECURSO

Por outro lado, 37,4% dos entrevistados pelo IFec RJ afirmaram não conseguir poupar dinheiro. Segundo o estudo, 57,8% das pessoas apontaram ter rendimentos insuficientes sendo este o principal motivo para não guardar dinheiro. “Sou assalariado, o mês parece ter 50 dias, falta dinheiro. Eu tentei guardar R$ 100 ao mês, mas não consegui devido às necessidades extras. O salário mínimo fica praticamente no aluguel e supermercado. Tenho esperança que a ‘caixinha’ de fim de ano reforce o meu Natal”, brinca o porteiro Rubens Machado, 70, que assim como 18,7% dos ouvidos na pesquisa, afirma que tenta poupar sem êxito.

O IFec RJ mostra também que 19,3% das pessoas ouvidas poderiam ter guardado dinheiro, mas foram consumistas. “Sempre que sobra alguma coisa do pagamento, arrumo destino rápido. Seja sair com amigas, fazer unha, comprar roupa… Não guardo por isso. Acho também que ganho pouco e se poupar não vou usar praticamente nada para o meu bem estar”, opina a comerciária Salete Ribeiro, 29.

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