Essa é uma pergunta que muitos pais e cuidadores fazem, quase sempre acompanhada de ansiedade e incerteza. O desenvolvimento infantil não segue um relógio exato, cada criança tem seu ritmo, mas existem sinais que merecem atenção e podem indicar um transtorno do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, transtornos de linguagem ou dislexia.
É comum ouvir frases como:
“Ah, cada criança tem seu tempo.”
“O primo também demorou a falar e hoje está ótimo.”
Essas falas, embora bem-intencionadas, podem atrasar a busca por avaliação e apoio adequados. A intervenção precoce é o fator que mais influência no prognóstico dessas condições. Quanto antes o diagnóstico é feito, maiores as chances de desenvolvimento funcional e autonomia.
Nem todo sinal isolado é motivo de preocupação, mas a presença de vários deles de forma persistente merece atenção. Veja alguns exemplos:
Em bebês (até 2 anos):
• Pouco contato visual ou ausência de sorrisos sociais;
• Não responde ao nome;
• Não demonstra interesse por pessoas ou brinquedos;
• Atraso no balbucio ou nas primeiras palavras;
• Movimentos repetitivos com mãos ou corpo.
Em crianças pequenas (2 a 6 anos):
• Dificuldade para se comunicar ou compreender instruções simples;
• Pouco interesse em brincar com outras crianças;
• Preferência por rotinas rígidas;
• Hiperatividade ou desatenção intensa;
• Dificuldade em controlar emoções e frustrações.
Em idade escolar:
• Problemas persistentes de leitura, escrita ou cálculo;
• Falta de concentração e impulsividade;
• Dificuldade em seguir regras e conviver socialmente;
• Baixo rendimento escolar, apesar do esforço.
Esses sinais não definem um diagnóstico, mas indicam a necessidade de avaliação por profissionais especializados, como neuropediatras, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
Ao contrário do que muitos pensam, receber um diagnóstico não é uma sentença é um ponto de partida. Identificar cedo um transtorno do neurodesenvolvimento permite planejar intervenções personalizadas, adaptando o ambiente escolar e familiar para favorecer o aprendizado e o bem-estar da criança.
As terapias baseadas em evidências como a análise do comportamento aplicada (ABA), Terapia cognitivo-Comportamental, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicopedagogia têm resultados comprovados quando iniciadas precocemente.
“Meu filho foi diagnosticado aos 3 anos e hoje, aos 7, está se comunicando e aprendendo de forma surpreendente.”
Histórias como essa mostram que o diagnóstico não limita, ele abre caminhos.
Buscar ajuda não significa rotular, mas compreender. Quanto mais cedo os pais e educadores se informam, mais cedo conseguem apoiar o desenvolvimento da criança com respeito e empatia.
Se você é pai, mãe, educador ou cuidador, observe, anote e converse com profissionais de saúde. Sua atenção hoje pode garantir um futuro mais pleno amanhã.
Vamos juntos!