Polícia Federal deflagra ‘Operação Simonia’ no Rio

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RIO DE JANEIRO

Na manhã de hoje, 17, a Polícia Federal deflagrou a Operação Simonia com o objetivo de desarticular esquema criminoso estabelecido na cúpula administrativa da SEAP/RJ – Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro.

A investigação, desenvolvida em conjunto com o Ministério Público Federal e o Departamento Penitenciário Federal  (DEPEN), demonstrou a existência de negociações espúrias entre a cúpula da SEAP/RJ e lideranças de facção criminosa de origem fluminense, mas com atuação internacional no tráfico de drogas.

Os agentes públicos se comprometeram e realizaram diversas diligências para viabilizar o retorno de criminosos custodiados na Penitenciária Federal de Catanduvas, Paraná, para o estado do Rio de Janeiro. Além disso, os servidores franqueavam a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais estaduais tendo, inclusive, realizado a soltura irregular de criminoso de altíssima periculosidade, contra quem havia sabidamente mandados de prisão pendentes de cumprimento.

A investigação aponta ainda que os desvios cometidos pelos investigados foram praticados em troca de influência sobre os locais de domínio destes traficantes e outras vantagens ilícitas.

Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, expedidos pela Tribunal Regional Federal da 2ª Região, vez que um dos investigados é detentor de foro por prerrogativa de função. Além da Capital, no Rio de Janeiro, os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Nova Iguaçu/RJ e Duque de Caxias/RJ.

O nome Simonia faz referência a uma prática medieval em que detentores de cargos trocavam benefícios ilegítimos por vantagens espúrias.

A Missão Redentor, estabelecida no Centro Integrado de Investigações e Operações de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, foi criada na Superintendência Regional da PF no Rio, em julho/2021, e está voltada à repressão à criminalidade violenta, corrupção e crimes ambientais.

Até a publicação desta reportagem, o Seap não havia se manifestado sobre o assunto.