Polícia destrói ‘bocas’ de fumo no Areal e prende suspeito de homicídios na Usina Nuclear

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ANGRA DOS REIS

Na tarde de ontem, agentes do 33° Batalhão da Polícia Militar destruíram algumas barracas que estariam sendo utilizadas por traficantes no bairro Areal como ponto de distribuição de entorpecentes. Durante a operação, houve intensa troca de tiros e uma pessoa foi presa. De acordo com a PM, ele é suspeito de assassinar duas pessoas em 2013 durante um assalto a uma agencia bancária na Usina Nuclear.

Segundo registro da 166ª Delegacia de Polícia, os policiais mantém os patrulhamentos pelo bairro, sob coordenação com comando do 33° BPM, visando combater possíveis atuações de facções criminosas.  Na Rua Saíra, os agentes foram recebidos a tiros por traficantes, revidando a agressão. Ninguém se feriu e após o controle da situação, os PMS realizaram buscas pelo local, encontrando em um terreno barracas de pontos de venda de drogas, todas destruídas pela equipe.

Ainda no local, os policiais encontraram Jeferson Lúcio Correia Silveira, de 41 anos, sendo apreendido um revólver calibre 38, da marca Rossi. Segundo os policiais, o homem é conhecido como “Paulista” e está a frente do tráfico da comunidade do Promorar, tendo ainda mandado de prisão em aberto. “Ele é suspeito de participação em latrocínio, ocorrido em Angra dos Reis, na Usina Nuclear, aonde foram vitimados dois vigilantes”, contou a PM.

“Paulista” foi encaminhado para a 166ª Delegacia de Polícia, permanecendo preso a disposição da Justiça.

O ASSALTO

Os crimes mencionados pela Polícia Militar aconteceram na Usina Nuclear no ano de 2013 (22 de agosto), quando duas pessoas foram assassinadas durante um assalto a um posto de atendimento no banco Santander, que havia acabado de ser inaugurado. As vítimas foram a vigilante Verônica Soares, de 24 anos, e o gerente Igor Henrique Batista Alves, de 22 anos, rendidas e amarradas pelos criminosos.

Segundo informações da polícia, os corpos foram encontrados por um outro vigilante de outro setor. O funcionário contou a polícia que quando foi sacar dinheiro no caixa eletrônico percebeu que a porta da agencia, que costumava ficar fechada, estava aberta. Ele, que estranhou, resolveu verificar. Quando entrou no local, viu Igor amarrado em uma cadeira e  no chão estava o corpo de Verônica. Ele de imediato chamou a Policia Militar.

Igor e Verônica morreram amarrados e baleados. Verônica foi morta com um tiro, que acertou a região da nuca; Igor levou dois tiros nas costas.

Ainda de acordo com testemunhas, foram roubados pertences das vítimas e um revólver calibre 38, que era de uso da vigilante. Além disso, a polícia divulgou que um dos cofres da agência foi encontrado aberto.

Os criminosos fugiram na ocasião e o valor roubado nunca foi divulgado.