BARRA MANSA
A Polícia Civil desmantelou, quinta-feira, 5, parte de uma quadrilha envolvida em agiotagem e extorsões contra empresários em Barra Mansa. O grupo é apontado como ligado a uma facção criminosa com atuação no estado e vinha impondo cobranças abusivas, ameaças e controle financeiro sobre um estabelecimento comercial localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra.
As investigações começaram após a denúncia de um empresário do ramo alimentício que relatou ter contraído um empréstimo no valor de R$ 250 mil. Mesmo após quitar a dívida, os criminosos passaram a exigir quantias cada vez maiores, elevando arbitrariamente os valores cobrados. Segundo apurado, a vítima já havia repassado mais de R$ 800 mil ao grupo, mas continuava sendo alvo de extorsões constantes.
Além das cobranças ilegais, os suspeitos assumiram o controle do estabelecimento, substituindo as máquinas de cartão por equipamentos próprios para monitorar diretamente a movimentação financeira. Integrantes da quadrilha permaneciam diariamente no local, intimidando funcionários, portando armas de fogo e impondo um clima de medo. Os trabalhadores eram coagidos a continuar exercendo suas funções sob ameaças, enquanto o proprietário era advertido de que não poderia procurar a polícia, sob risco de sofrer represálias graves contra ele e sua família.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil deflagrou uma operação no estabelecimento, resultando na prisão em flagrante de dois envolvidos. No momento da ação, uma arma de fogo carregada foi encontrada com uma das pessoas detidas no interior do restaurante. Durante a operação, os agentes apreenderam veículos de luxo, aparelhos celulares, diversas máquinas de cartão, munições, carregadores, dinheiro em espécie e uma pistola.
Outros integrantes do grupo também foram identificados ao longo da investigação, incluindo um suspeito que já possuía mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de extorsão. Todo o material apreendido foi encaminhado à delegacia para análise e instrução do inquérito.
Os presos foram transferidos para o sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça, respondendo por crimes como extorsão qualificada, agiotagem, associação criminosa armada e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. As investigações continuam para localizar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.