Pneus velhos e garrafas pets se transformam em peças de decoração de ruas em bairro de Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

O que vale um pneu velho e aquelas garrafas pets? Essa pergunta é feita por muita gente. Para muitos, só servem para jogar no lixo. Só que, para outros, como alguns moradores das ruas 7 e 30 do Conjunto Habitacional Vila Rica, em Volta Redonda, os objetos velhos valem muito e são muito úteis. Até mesmo para se transformar em peças decorativas e de proteção ao meio ambiente.

Nos últimos dias, as verdadeiras obras de artes feitas por moradores têm chamado a atenção não só por quem reside no bairro, mas para aquelas pessoas que passam pelas ruas decoradas.

Uma das moradoras da Rua 30 envolvidas nesse trabalho, a comerciante Flávia Gomes, de 44 anos, garante que os pneus velhos e as garrafas pets nunca foram tão procurados. Segundo ela, há mais ou menos um ano ela e mais duas moradoras da mesma rua vêm usando esses utensílios que para muitos não valem para mais nada.

OBJETIVO

O objetivo da iniciativa, de acordo com Flávia, é fazer a rua ficar mais bonita, atrativa e, principalmente para preservar o meio ambiente, já que a servidão onde está concentrado o trabalho vinha sendo usada como depósito de lixo e entulho. Disse que durante conversas entre vizinhas que a ideia surgiu. “Falo do trabalho entre eu e mais duas vizinhas, mas na verdade, outros moradores também estão envolvidos. Muitos são responsáveis pela doação de pneus e de garrafas pets para ajudar o nosso trabalho que é gratificante, mas bastante difícil”, contou a moradora, ressaltando que as garrafas pets e os pneus recebem pintura de várias cores, divididos em canteiros onde é realizada a plantação de mudas de flores, verduras e outros.

OBJETIVO

A moradora explicou que mesmo diante de muitas dificuldades, o trabalho vem atingindo seu objetivo, que é evitar que a servidão se transforme em depósito de lixo e atraia animais peçonhentos, como escorpiões, aranha e ratos. Disse ainda que não somente a Rua 30 está recebendo essa decoração, mas da Rua 7. Admitiu que mesmo não sendo tão longe, ela ainda não viu pessoalmente os trabalhos da Rua 7, pois não imaginava que eles também faziam a mesma coisa. “Mesma coisa não. Os trabalhos deles são muito melhores do que o nosso. São verdadeiras obras de artes. Os nossos são apenas uma decoração”, comentou a moradora, admitindo que os da Rua 7 são mais bonitos. Ela informou que desde 2001 reside no bairro, por isso tem um grande amor pela comunidade.

O artista da Rua 7 é o morador Sérgio Ricardo de Amorim, de 42 anos. Ele também protege a servidão que fica ao lado de sua casa, que já ganhou dezenas de vasos de flor confeccionados de pneus reciclados. A iniciativa visa conscientizar os vizinhos que estavam acostumados com o espaço cheio de lixo e entulho. Sérgio é outro que ama o bairro onde reside desde 2015 quando se sentia incomodado com a sujeira do local. Lembrou ainda que o trabalho iniciou há mais ou menos sete meses e que a cada dia vem ganhando nova forma com as peças mais sofisticadas.

 

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