PF cumpre mandado de operação que investiga fraudes em institutos de previdências em Angra

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ANGRA DOS REIS/BRASÍLIA

Vinte e oito Institutos de Previdência Municipais que investiram em fundos que, por sua vez, direta ou indiretamente, adquiriram debêntures sem lastro – titulo de dívida que gera um direito de crédito ao investidor – foram identificados pela Operação Encilhamento. Nesta quinta-feira, dia 12, policiais federais e auditores fiscais da Receita Federal cumpriram 60 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária. Essa foi a segunda fase da Operação Papel Fantasma, para apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdências em fundos de investimentos com debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada que podem ultrapassar o valor de R$ 1,3 bilhão. Os policiais estiveram em Angra dos Reis, na sede do Instituto de Previdência Social (Angraprev).

No Estado do Rio de Janeiro foram seis mandados expedidos na capital e outros quatro no interior. Além de Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo e Japeri. Na capital de São Paulo foram cumpridos 17 mandados, entre prisão e busca e apreensão e outros mais no interior do estado, em Rio Claro, Jundiaí, Barueri, Itaquaquecetuba, Osasco, Jandira, Suzano, Porto Ferreira, São Sebastião, Piracicaba, Assis, Hortolândia, Paulínia, Paranapanema. Além de Rio de Janeiro e São Paulo, foram realizadas ações nos estados de Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.

Em nota, a Prefeitura de Angra dos Reis disse que a ocorrência foi realizada na manhã de hoje no Angraprevi. “Foram recolhidos alguns HDs e documentos relativos a investimentos realizados no exercício de 2016, além de entrevistas com funcionários que integravam o Comitê de Investimentos da época. Cabe ressaltar que o foco das buscas se limita aos investimentos realizados no ano de 2016”, disse a nota enviada.

O ESQUEMA

Segundo as investigações, os administradores criavam empresas de fachada e aplicavam o dinheiro e aplicavam o dinheiro dos trabalhadores de organizações públicas. Porém, as empresas não possuíam capital e quem esperava o dinheiro da aposentadoria ficava no prejuízo, pois as empresas iam à falência sem ter recursos para o pagamento. Segundo a Polícia Federal, quando uma debênture era emitida pela empresa de fachada, um consultor de investimento se aproximava de um instituto de previdência de alguma prefeitura alegando rentabilidade maior dos seus recursos. Quando o instituto passava a aplicar o dinheiro no fundo adquiridos da empresa de fachada ou outros fundos, era realizada uma lavagem de dinheiro.

Doze pessoas foram presas.

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