Petrobras reajusta o preço do diesel em 8,87% nas refinarias

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SUL FLUMINENSE

A Petrobras anunciou no início desta semana a elevação do preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 um aumento de 8,87%. Os preços da gasolina e do gás de cozinha não foram alterados.

Segundo a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias – desde 11 de março. Naquele momento, diz a Petrobras, a alta refletia ‘apenas parte da elevação observada nos preços de mercado’. Com esse reajuste, o diesel já acumula no ano alta de 47% nas refinarias da Petrobras. De acordo com uma nota divulgada pela estatal, ‘com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado’.

De acordo com Francisco Wilde, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas do Sul Fluminense (Sinditac), o aumento do diesel é muito sério já que boa parte da economia brasileira é transferida sobre rodas, e os caminhões rodam a diesel. “O caminhoneiro, na maioria das vezes, não tem carga direta, pega da transportadora que seguem preços contratados. A porcentagem que não está dando mais para reajustar, se colocar todos os gastos na ponta do lápis o lucro é mínimo para o caminhoneiro. Vai ser preciso reajustar o valor do frete para a sobrevivência do profissional”, avalia Wilde.

De acordo com ele, a média do valor do frete paulistano gira em torno dos R$ 65, por tonelada, e no Rio de Janeiro R$ 40. Enquanto que o suportável seria R$ 75.

AUMENTO DO PREÇO

A Petrobras afirma ainda que, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da petroleira no preço pago pelo consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba.

O reajuste foi realizado enquanto as cotações de diesel e gasolina apresentavam defasagem em relação à paridade internacional, com a diferença em -27% para o primeiro e -22% para o segundo. Na semana passada, os preços internacionais do petróleo acumularam alta de quase 4%, com o barril do Brent se mantendo acima de US$ 110, depois que a UE delineou um embargo ao petróleo russo como parte de seu pacote de sanções mais duro até agora sobre o conflito na Ucrânia.

Na semana passada, o preço da gasolina subiu pela quarta semana seguida, e voltou a marcar um novo recorde nos postos de combustíveis do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

O preço médio do litro da gasolina ficou em R$ 7,29 nesta semana, o que representa uma alta de 0,16% em relação ao levantamento anterior. Trata-se do maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

O levantamento também apontou uma alta no preço do preço do diesel. Na semana, o valor combustível nos postos registrou um avanço de 0,30%, para R$ 6,630 o litro.