Pesquisa aponta que maioria das mulheres ainda não denuncia agressor à polícia ou à família

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SUL FLUMINENSE

Hoje, dia 8, é  comemorado o Dia Internacional da Mulher. Em meio a casos cada vez mais comuns de agressões contra a mulher, a reflexão não poderia ser diferente e aliada a essa violência. Somente no mês de janeiro deste ano, 4.333 mulheres foram agredidas no Estado do Rio de Janeiro, cerca de 140 por dia, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). No mesmo período deste ano, 4.056 mulheres foram ameaçadas e 83 assediadas sexualmente. Isso segundo dados de boletins de ocorrência, porém esse número pode ser ainda maior. Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) no final do mês passado, a maioria das mulheres vítimas de agressão não denuncia o agressor a um órgão oficial e também não procura o apoio da família ou de amigos.

Foram ouvidas na pesquisa intitulada “Violência Contra a Mulheres”, 2.084 pessoas em 130 municípios brasileiros, sendo 1.092 mulheres. A pesquisa demonstra que 52% das mulheres que sofreram alguma agressão não fizeram nada no último ano. Oito por cento delas procurou uma delegacia comum, 10,3% uma delegacia legal, 5,5% ligou para o 190 e 15% procurou a ajuda da família.  Essa foi a segunda vez que a pesquisa foi realizada – a primeira foi em 2017.

A residência foi o local relatado onde mais ocorreu a violência para 42% dos ouvidos, seguido de 29% na rua, 8% na internet, 8% no trabalho e 3% no bar ou balada. O estudo ainda apontou que 536 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no último ano e que 76,4% que sofreram a violência contaram que conheciam o agressor, sendo que 23,8% era cônjuge ou namorado, 21,1% vizinho e 15,2% ex-cônjuge ou ex—namorado. Esse dado teve um crescimento de 25% em relação a 2016, quando 61,2% fizeram a mesma afirmação.

ASSÉDIO

A pesquisa ainda apontou que 37,1% da população feminina com mais de 16 anos relatam ter sofrido algum tipo de assédio nos últimos meses. Do total, 32,1% ouviram comentários desrespeitosos quando estavam andando na rua; 11,5% receberam cantadas ou comentários desrespeitosos no ambiente do trabalho; 7,8% foram assediadas fisicamente em transporte público; 6,2% foram abordadas de maneira agressiva, durante balada, isto é, alguém tocou seu corpo; 5% foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento; 4% foram assediadas fisicamente em transporte particular chamado por aplicativo de transporte; e 3,3% afirmam que sofreram assédio porque estavam alcoolizadas.

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