Pareceria entre Barra Mansa e Fiocruz realiza pesquisa sorológica da Leishmania Infantum em cães

Por Carol Macedo

BARRA MANSA

Nesta quinta-feira, dia 24, a Prefeitura de Barra Mansa, por meio da Vigilância Ambiental, deu continuidade ao trabalho de pesquisa e diagnóstico da infecção por Leishmania Infantum em cães do município (protozoário causador da Leishmaniose Visceral). A ação teve início na última segunda-feira, dia 21, com a chegada de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e será encerrada hoje.

O trabalho é uma parceria entre a Fiocruz, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Vigilância Ambiental de Barra Mansa. A cidade foi escolhida como município base da região Sudeste devido aos anos de cooperação com a Fiocruz e pelo programa Leishmaniose Visceral Canina, que acontece na cidade desde 2011 e é reconhecido a nível nacional. Outro fator que colaborou para a realização da pesquisa é que a cidade registra altos índices da doença na região.

O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Antônio Marcos Rodrigues, explicou o funcionamento da ação. “São coletadas amostras de sangue dos cães, que são devidamente sedados, fazem um pré-teste no laboratório e em seguida as amostras são encaminhadas ao Centro de Referência em Leishmaniose – Fiocruz/ICC-PR. Isso é uma pesquisa de alto nível, muito importante e inédita na região”, disse o coordenador.

Ele ainda informou sobre a grande importância do projeto para Barra Mansa. “Essa realização é também um apoio do prefeito e da Secretaria de Saúde. É muito importante Barra Mansa participar desse projeto, pois é algo que dará uma visão do agente etiológico que causa a doença e tudo isso soma pra gente continuar com o objetivo de estarmos trabalhando a Leishmaniose Viseral Canina aqui”, pontuou.

Artur Velho, técnico em Saúde da Fiocru, falou sobre o objetivo do projeto. “Esse painel sobre a Leishmaniose foi feito por volta de dez anos atrás e depois disso não foi feito nada parecido. Então, através desse projeto que visa identificar o novo panorama da doença no Brasil, Barra Mansa foi a escolhida na região Sudeste devido aos fatos citados. Devido ao tempo que se passou do último painel realizado, esse projeto consiste em entender o novo perfil da doença, como ela está se desenvolvendo, como está se espalhando, para qual direção e quais são os pontos mais importantes para o controle e a vigilância da doença”, explicou Velho.

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