RIO
Uma operação realizada nesta terça-feira, 31, tem como alvo o combate ao abuso sexual infantil no ambiente digital no estado do Rio de Janeiro. A ação é conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público (CyberGAECO), em parceria com a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima e o Ministério da Justiça.
Ao todo, mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça e estão sendo cumpridos simultaneamente em diferentes pontos da capital fluminense. A investigação identificou suspeitos que estariam armazenando conteúdos ilegais envolvendo crianças e adolescentes em dispositivos eletrônicos pessoais.
Segundo o Ministério Público, os investigados utilizavam programas de compartilhamento de arquivos para distribuir o material em redes fechadas na internet, conhecidas como P2P. A apuração contou com análise detalhada de dados, que permitiu identificar equipamentos utilizados e vincular os conteúdos a endereços específicos de internet.
Com base nessas informações, a Vara especializada expediu os mandados, atendendo a pedido do Ministério Público. Os suspeitos podem responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, relacionados ao armazenamento e possível divulgação desse tipo de material.
As penas para esses crimes podem chegar a até oito anos de prisão. As autoridades destacam que o combate à exploração sexual infantojuvenil é tratado com rigor pela legislação brasileira.
A operação faz parte de um trabalho contínuo de monitoramento e enfrentamento a crimes cibernéticos, que envolve integração entre órgãos estaduais e federais, com foco na identificação e desarticulação de redes que atuam nesse tipo de prática ilegal.