Ônibus estão circulando normalmente nesta segunda-feira em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

Depois de paralisarem as atividades parcialmente neste fim de semana, os trabalhadores rodoviários retomaram a normalidade nesta segunda-feira.

A paralisação foi considerada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho, pois, não respeitou o percentual mínimo de 30% da frota circulando, exigidos por lei, e nem o aviso prévio de 72 horas.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros (Sindpass), Paulo Afonso de Paula, este é um grave momento de crise econômica. “O pagamento de 60% foi feito, o restante, foi acordado que será pago em quatro parcelas futuras. Além disso, estamos com inúmeros problemas como a queda no número de passageiros transportados em razão da pandemia do novo coronavírus, o congelamento de tarifas e os aumentos constantes no preço dos combustíveis”, analisa.

Desde o ano passado, de acordo com ele, a diminuição do número de passageiros caiu em torno dos 52%. “Com a situação da pandemia evoluindo, escolas no impasse se serão reabertas, bares e restaurantes com redução de horários, além dos transportes por aplicativos e o pirata deles; tudo isso tem prejudicado a evolução da retomada dos passageiros”, analisa.

INÍCIO

Segundo queixas dos motoristas, a paralisação teve início porque os trabalhadores receberam apenas 60% do salário, sem previsão de pagamento do restante. O ato incluiu funcionários das empresas Sul Fluminense, Pinheiral, Agulhas Negras, Elite e Cidade do Aço.

 

AGULHAS NEGRAS

Nas Agulhas Negras todas as empresas que prestam o serviço de transporte coletivo urbano, distrital e intermunicipal circulam normalmente. A categoria segue acompanhando os tramites entre a direção de suas unidades e os representantes de sindicatos. A expectativa é que todos recebam os 40% restantes do salário de fevereiro, que fora pago parcialmente no dia 5.

Os funcionários da Viação Falcão, empresa do transporte rodoviário com atuação nas cidades das Agulhas Negras, como Resende, Itatiaia, Porto Real e Quatis, ameaçaram paralisar suas atividades a qualquer momento durante o fim de semana. Eles também reclamam de atrasos constantes no pagamento do salário.

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