OMS diz que “Europa é agora o epicentro da pandemia” do novo coronavírus

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GENEBRA

A Organização Mundial da Saúde, anunciou nesta sexta-feira, dia 15, que o número de vítimas mortais causadas pelo coronavírus (Covid-19) atingiu mil pessoas.

Falando aos jornalistas, em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que este era “um marco trágico”.

Sobre a pandemia 

No total, foram confirmados mais de 132 mil casos, em 123 países e territórios. “A Europa é agora o epicentro da pandemia, com mais casos e mortes do que o resto do mundo combinado, excluindo a China. Mais casos estão sendo confirmados todos os dias na Europa do que na China no auge da sua epidemia” comentou acrescentando que Itália, Espanha, França, Alemanha e Suiça estão agora na lista dos dez países com mais casos.

Tedros pediu que os Estados-membros centrem sua resposta nos oito pilares do Plano Estratégico de Preparação e Resposta da OMS e informou que a maioria dos países já adotou um plano nacional e tem capacidade de realizar os testes de laboratório.

Resposta 

A agência continua ajudando na resposta, tendo enviado equipamentos para 56 países e preparando o envio para outros 28 Estados-membros. Até ao momento, já enviou quase 1,5 milhão de testes para 120 países.

A OMS recomenda uma resposta abrangente, incluindo testes, rastreamento, quarentena e distanciamento social.  Segundo o chefe da OMS, “qualquer país que olhe para a experiência de outros países e pense” que isso não irá acontecer no seu território “está cometendo um erro mortal.”

Tedros destacou os exemplos da China, Coreia do Sul e Singapura, afirmando que “demonstram claramente que testes agressivos e rastreamento de contatos, combinados com medidas de distanciamento social e mobilização da comunidade, podem prevenir infecções e salvar vidas.”

Solidariedade 

O chefe da OMS anunciou também o lançamento do Fundo de Solidariedade para a Resposta ao Covid-19, em parceria com a Fundação ONU e Fundação Suíça de Filantropia.

Tedros disse que, até ao momento, a agência estava dependente dos governos para financiar a sua resposta. Ainda esta semana, o Japão anunciou uma doação de US$ 155 milhões.

Agora, ele disse que “todos podem contribuir.” Os fundos arrecadados serão usados ​​para coordenar a resposta, comprar máscaras, luvas, aventais e óculos para trabalhadores de saúde, comprar testes de diagnóstico, melhorar a vigilância e investir em pesquisa e desenvolvimento.

O chefe da OMS agradeceu a empresas como o Google e Facebook, que já contribuíram, e afirmou que “cada dólar doado é um dólar para salvar vidas.”

Conselhos 

A OMS também recordou conselhos para governos, empresas e indivíduos.

Primeiro, todas as unidades de saúde devem estar prontas para lidar com um grande número de pacientes e garantir a segurança da equipe e dos pacientes. Segundo, é preciso detectar, proteger e tratar as infeções. Tedros afirmou que “não se pode combater um vírus se não se souber onde ele está.”

O chefe da OMS repetiu que uma das melhores formas para evitar o contagio é a lavagem regular e segura das mãos, desafiando as pessoas a participar do desafio #mãosseguras nas redes sociais. Ele lembrou dicas como cobrir a boca e o nariz com o cotovelo se tossir ou espirrar, ficar em casa se estiver doente, evitar viagens desnecessárias e grandes reuniões sociais.

Trabalhadores 

Tedros destacou ainda o esforço dos trabalhadores de saúde de todo o mundo, dizendo que “fazem um trabalho heroico.” Ele afirmou que a crise “está colocando um fardo enorme” para estas pessoas e para as suas famílias.

Segundo o chefe da OMS, a atenção do mundo está concentrada no novo vírus, mas “continuam existindo muitos outros problemas de saúde que estas pessoas enfrentam todos os dias.”

Tedros terminou dizendo que estes profissionais têm “a admiração, respeito e compromisso” da ONU, de que fará tudo o que for possível para mantê-los seguros e terem condições de fazer seus trabalhos. (*Com informações da Agência ONU News).

* Luciano R. Pançardes – Editor Chefe

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