O que é um Certificado de Operações Estruturadas?

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Quem anda acompanhando os jornais nas últimas semanas sabem que, cada nova notícia veiculada é uma emoção. O mercado de capitais ficou bastante movimentado, foi um sobe e desce que fez qualquer investidor iniciante ficar receoso com o risco que incluiria em sua carteira. Por outro lado, manter uma posição conservadora, sem o menor risco na carteira está cada vez mais difícil. A renda fixa alcançou o seu menor nível de rendimento de todos os anos e não anda colaborando muito com quem quer fazer suas reservas evoluírem.

Os Certificados de Operações Estruturadas (COE) foram regulamentados em 2014, e desde então, vem dando a oportunidade para o investidor com baixa tolerância a risco negociar ativos como ações, índices e câmbio, com a possibilidade de ganhar mais do que a renda fixa tradicional, sem o risco de perder o dinheiro que aplicou.

Este investimento é um grupo de outros investimentos que juntos garantem retorno. Embora a teoria seja complexa, é bem fácil de aplicar na carteira. É um investimento só com vários ativos financeiros diferentes que podem ser CDBs, derivativos, etc, e quem administra isso é uma entidade financeira com experiência para isso. Por exemplo, conheço um banco que emitiu um COE no ano passado com prazo de 18 meses, durante esse período o banco acorda com você que pagará 110% do rendimento do índice Ibovespa (índice composto pelas ações mais negociadas da bolsa de valores de São Paulo). No final, caso o rendimento do índice seja negativo, esta operação garante o capital que foi aplicado no início. Além da bolsa de valores, existem operações estruturadas que negociam cotação de moeda, juros futuros, commodities, ações e índices de bolsas internacionais e muitas delas garantindo o dinheiro investido.

Não existem investimentos sem risco, por menor que seja ele existe. Na operação estruturada esbarramos com o risco de liquidez, já que normalmente é exigido a permanência no investimento até o final do prazo acordado. Outro risco também considerado é o poder de compra que pode ser perdido. O dinheiro parado, sem rendimento, perdeu o que se acumulou de inflação. Em um cenário com inflação muito baixa, como estamos vivendo, fica mais fácil compor a carteira.

É importante ressaltar que nem todos os COEs garantem o capital que foi aplicado e que estas operações não são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por isso se deve avaliar a saúde financeira da instituição que está emitindo esse certificado, se ela for a falência, o dinheiro se perde. Avalie também o seu momento de vida, e não aplique o valor da reserva de emergência. Uma vez contratado, deve-se cumprir o prazo acordado, se isso não acontecer, a garantia do valor investido pode estar comprometida.

Esse pode ser o primeiro passo para alavancar a rentabilidade da sua carteira, sem te tirar as noites de sono.

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