ITATIAIA
Um mutirão realizado no Parque Nacional do Itatiaia, nesta semana, promoveu a reorganização da sinalização na trilha da Pedra do Sino e resultou no resgate de um visitante em situação de risco durante a atividade, coordenada pela Câmara Temática de Montanhismo e Ecoturismo (CTME) do parque. A ação reuniu 29 voluntários, incluindo integrantes do Grupo Excursionista Agulhas Negras (GEAN), do Anjos da Montanha, além de montanhistas independentes e a equipe de uso público do parque, representada pelo servidor Leonardo Cândido.
O trabalho concentrou esforços no trecho entre os “Ovos da Galinha” e o cume da Pedra do Sino, onde os voluntários reorganizaram os totens oficiais – estruturas de pedras utilizadas historicamente para orientar o trajeto em áreas de campo de altitude- e desmontaram dezenas de totens irregulares criados por visitantes. Segundo os organizadores, essas estruturas indevidas acabam formando trilhas paralelas, confundindo montanhistas e provocando impactos diretos à vegetação sensível do ambiente.

Visitante é resgatado após se perder em área de risco – Divulgação
Durante a ação, a equipe localizou um visitante que caminhava sozinho e havia se desorientado, acessando uma área acidentada fora da trilha principal. Com fortes câimbras e sem conseguir retornar, o montanhista foi auxiliado pelos voluntários, com atuação dos Anjos da Montanha, sendo conduzido em segurança até o Abrigo Rebouças.
Para Igor Spanner, organizador da atividade, a iniciativa foi bem-sucedida não apenas pela melhoria na sinalização, mas também por evitar uma ocorrência que poderia ter consequências graves.
Como desdobramento do mutirão, o Parque Nacional do Itatiaia prepara uma campanha de conscientização nas redes sociais para alertar sobre os riscos e danos ambientais causados pela construção de totens sem autorização. Entre os principais impactos estão a destruição de habitats de pequenos animais, o aumento da erosão do solo, danos à flora local, o risco de desorientação em trilhas, especialmente em condições de neblina, e a poluição visual, contrariando princípios do montanhismo sustentável, como o “Leave No Trace”.

