VOLTA REDONDA
Um lugar cercado de acolhimento que proporciona a construção da autonomia e a melhora da qualidade de vida das pessoas com deficiência. Esse é o Centro-Dia para Pessoa com Deficiência (Capd) de Volta Redonda, vinculado ao Departamento de Proteção Especial (DPES), da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas).
Nesse lugar, Patrícia Aparecida Celestino é atendida desde os 17 anos. Ainda na infância, ela foi diagnosticada com deficiência intelectual. Boa parte de sua vida está retratada no centro-dia, através das oficinas que ela participa; uma das suas preferidas é a de reciclagem. “Gosto de fazer ‘canudinho’, de pintar boneca e fazer ‘rodinha’. Aqui tenho muitos amigos. Aqui eu faço capoeira e uso o computador. Me sinto muito bem aqui, fico feliz quando venho pra cá”, fala Patrícia.
A mãe, Eva Aparecida de Souza, comentou que conheceu o Capd através da Smas, e que percebeu melhorias significativas em sua filha. Ela explicou que Patrícia, apesar de ter 47 anos, possui a mentalidade de uma criança, não percebendo que é uma mulher adulta. “Ela é atendida aqui há quase 30 anos. Ela tem um retardamento mental leve, mas graças a Deus ela apresenta melhoras. Antes do Capd era pior, principalmente o comportamento dela. Agora ela é bem mais tranquila, tudo que pede a ela, ela faz. Patrícia tem facilidade em fazer novos amigos também e não se esquece das pessoas que ama”, comentou Eva.
UMA DAS MELHORIAS
Uma das melhorias também é em relação à escrita, conforme detalhou a mãe: “Ela não assinava, agora ela já escreve o nome dela todo, ela escreve o meu nome, o nome do pai dela. E isso ela não fazia antes de entrar no Capd, ela tinha dificuldades em segurar uma caneta. Patrícia também gosta muito de desenhar”, disse.
Patrícia frequenta o Capd três vezes por semana: às segundas, quartas e sextas-feiras. A unidade oferta alimentação, café da manhã, lanchinho, almoço e lanche da tarde. “A maior felicidade dela é vir para o Capd, ela gosta muito dos amigos, da comida, dos professores. Na pandemia da Covid-19, que era necessário o isolamento social, ela ficou muito triste, e assim que as atividades retomaram em 2022 foi a maior alegria dela”, finalizou a mãe Eva de Souza.
A história da Patrícia faz parte da série “Gratidão Não Prescreve”, da Prefeitura de Volta Redonda, que apresenta relatos de pessoas que são gratas pelo atendimento e acolhimento recebidos, ao utilizarem algum serviço ou participarem de programa ou projeto ofertado pela administração municipal.
O CAPD
O Centro-Dia para Pessoa com Deficiência Lucas José Villela Braga, localizado no bairro Jardim Paraíba, atende adultos do município com deficiência física, sensorial, intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e múltiplas deficiências, com idade entre 18 e 59 anos.
Cerca de 100 usuários são atendidos semanalmente na unidade, que oferece atividades coletivas e, quando necessário, individual, utilizando diferentes estratégias para a oferta de trabalho ocupacional, a fim de possibilitar o desenvolvimento de habilidades cognitivas, autonomia e independência.
A unidade conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicóloga, pedagoga, assistente social, educadores físicos e fisioterapeuta.
O trabalho tem o foco no desenvolvimento do usuário e no acolhimento à família, considerando a sobrecarga decorrente do cuidado com a pessoa com deficiência, muitas vezes dependentes de cuidados de vida diária e vida prática do cotidiano.
A unidade oferece aos usuários oficina de mosaico, bijuterias, cerâmica, reciclagem, pintura, marcenaria, colagem com jornal, além de atendimentos de psicomotricidade, coordenação motora ampla, informática e capoeira.
Mulher relata melhora da filha atendida pelo Capd de Volta Redonda
Patrícia Celestino, de 47 anos, é acompanhada desde a adolescência pelo Centro-Dia para Pessoa com Deficiência, onde frequenta três vezes por semana

Patrícia, que na infância foi diagnosticada com deficiência intelectual ainda criança, Patrícia é atendida pela prefeitura desde os 17 anos - Adriana Cópio/Secom