MPRJ cumpre mandados de busca e apreensão contra policiais e um vereador

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VOLTA REDONDA/BARRA MANSA 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o auxílio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar, realiza nesta quinta-feira, o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Volta Redonda e Barra Mansa, em endereços ligados a nove policiais militares denunciados à Justiça por associação criminosa e corrupção passiva. Além da busca e apreensão, o MPRJ obteve junto à Auditoria de Justiça Militar o afastamento de oito denunciados, todos integrantes do 28º Batalhão da PM, dos seus respectivos cargos. Um vereador também está entre os envolvidos.

As denúncias tiveram origem nas operações “Camará” e “Katitula”, ambas deflagradas pela Polícia Federal de Volta Redonda em parceria com o GAECO para apurar a existência de associação criminosa voltada para o tráfico de drogas em bairros da Comarca de Volta Redonda sob o domínio das facções criminosas Comando Vermelho e Terceiro Comando. No decorrer das investigações, apurou-se que os traficantes desempenhavam suas ações ilícitas diante da conivência de alguns policiais militares lotados no 28º BPM, que recebiam valores para não coibirem o comércio ilegal. Além disso, os mesmos policiais recebiam o pagamento de propina de traficantes ligados a facções criminosas , o que permitia a livre comercialização de drogas no município de Volta Redonda.

A partir de diálogos de voz e SMS interceptados nas operações da PF, verificou-se que um o policial militar negociava os pagamentos ilegais com os traficantes de drogas da região. Outro deles, além de receber pagamento de propina para deixar de praticar atos de ofício, também obrigou traficantes da região, mediante ameaça com o emprego de arma, a lhe pagarem vantagens indevidas.

As investigações da PF foram encaminhadas à Auditoria Militar para processamento dos crimes militares.

Até a publicação desta reportagem, o 28° BPM não havia se manifestado.

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