Moradores do Recanto do Sol, em Barra Mansa, reclamam da falta de abastecimento de água

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BARRA MANSA

Moradores do Recanto do Sol estão há cerca de 15 dias sem água. Segundo eles, o problema de abastecimento na localidade é antigo, no entanto, houve um agravamento da situação nos últimos dias. Como se não bastasse a falta d’água, eles reclamam que a prefeitura, através do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), enviou um caminhão-pipa ao bairro mas a água é suja e barreta. A situação afeta o dia a dia de muitas pessoas.

A dona de casa Elzira Aparecida da Luz disse que o problema da falta d’água é constante no bairro. “A gente sempre teve problemas com a água aqui, o problema é que não temos água na caixa há uns 15 dias. E quando vem a água é muito pouca, só cai à noite. A prefeitura mandou um caminhão-pipa mas a água chegou que era só barro. Tem morador que está com problema de pele. Parece que tiraram água do (Rio) Paraíba e trouxeram aqui”, disse Elzira, mostrando uma camisa manchada pela água barrenta levada pelo caminhão-pipa.

Moradores reclamam da qualidade da água que chega através de carros-pipa – Foto: Fábio Guimas

A dona de casa Ana Márcia Ferreira de Souza disse que está com acúmulo de roupas para lavar e que quando o caminhão-pipa da prefeitura chega para abastecer as caixas d’água das casas ela já vem suja. “Estou cheia de roupas para lavar. O caminhão-pipa veio duas vezes e nas duas a água chegou suja. Às vezes à noite cai um pouco de água, mas não dá”, desabafou a moradora.

A copeira Lilian Alves Gouveia foi outra a reclamar do serviço. Ela disse que apesar da falta d’água a conta de água e até de esgoto chegam rigorosamente em dia. “Chego a pagar mais de 100 de conta de água e esgoto. Mais de R$ 60 só de água e não tenho o serviço. Esgoto eu pago R$ 40. Isso é um absurdo, porque eu não tenho nenhum dos dois serviços. A conta de abril já chegou e eu não tenho água”, criticou Lilian.

Quem passava por problema semelhante era o pedreiro Manoel Salvador. Morador da Rua José Maurício Durão, uma das mais afetadas pela falta de abastecimento, ele disse que teve que instalar um equipamento para evitar a passagem de ar pelos canos que chegavam a água. “Antes eu pagava mais de R$ 100, porque ficava passando ar. Coloquei um equipamento agora que evita isso e pago metade e acho que muita gente está pagando pelo ar que passa nos canos. Não podemos ficar pagando por vendo no lugar de água”, disse ele, frisando que pretende ser ressarcido pelo Saae por conta da cobrança que ele considera indevida.

O aposentado Paulo Henrique Sebastião lembrou que a falta d’água é constante no bairro, mas que nesses últimos dias a situação está insustentável e tem trazido prejuízos, além dos transtornos. “Temos oficinas, lava-jatos, supermercados aqui, tudo isso sem água, porque como que o pessoal vai usar essa água trazida pelo caminhão-pipa? Está suja, amarela, barrenta”, apontou Paulo Henrique.

SAAE APONTA PROBLEMAS NA BOMBA DE ÁGUA

O jornal A VOZ DA CIDADE entrou em contato com a prefeitura, que por meio de sua assessoria de imprensa, disse que o Saae informou que a bomba de água da localidade apresentou um desgaste em função do tempo de uso, interrompendo o abastecimento de água na parte alta do bairro. A autarquia ressaltou que somente algumas casas da parte alta do bairro estão sendo afetadas e já providenciou um novo equipamento (motores e bomba) que deve ser entregue em até 85 dias. Enquanto isso, as residências da parte alta do bairro que estão afetadas pela falta de água serão abastecidas por dois carros-pipa que estarão diariamente, inclusive durante o feriado de Páscoa, à disposição. O Saae pediu a compreensão e colaboração dos moradores da área. Em caso de dúvidas, ligue 115.

 

 

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