Moradores do bairro Vila Coringa denunciam falta de serviços públicos

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BARRA MANSA

Os problemas dos moradores da Rua Francisca Rosa da Silva, no bairro Vila Coringa, vão “desde falta de iluminação e rede de esgoto, até falta de pavimentação e rede pluvial”, garantem. A equipe do A VOZ DA CIDADE foi chamada ao local e, no caminho, teve dificuldade para chegar, já que a rua, além de ser terra batida e esburacada, em alguns pontos, é quase impossível passar com o carro por causa de deslizamentos e da erosão do morro. Em entrevista ao jornal, os moradores afirmaram que foram esquecidos pelo serviço público.

Os próprios residentes realizam a capina, e a limpeza do barro quando ocorrem deslizamentos, além de tampar buracos e retirarem os galhos das árvores que caem em cima da fiação dos postes. Ainda de acordo com os depoimentos, o caminhão de lixo parou de entrar na rua por causa da péssima condição da estrada. Correspondências, encomendas e serviços de entrega também evitam entrar no local.

De acordo com o Hélio de Souza, 45 anos, que mora há mais de 20 anos no bairro, a rua é perigosa, principalmente para as crianças. “Já teve época de ficarmos dias sem luz. Vários trechos da rua não são iluminados porque tem poste que está com a lâmpada queimada. Tenho dois filhos, um de 15 e outro de 10 anos, nós ficamos preocupado quando eles voltam da escola e precisam passar por esse local sem iluminação”, lamentou.

Além do problema da iluminação, os moradores relatam que uma parte da estrada sofreu uma erosão, depois de um cano do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) estourar. “Além da estrada está totalmente comprometida por causa dos buracos, essa erosão está perigosa e por conta disso o caminhão de lixo até parou de entrar nesta rua”, relatou o morador Raimundo Nonato, de 42 anos. “Se alguém passar mal e precisar sair daqui rápido, vai passar aperto, porque não tem como andar direito na rua. Minha sogra, de 78 anos, tem problemas de saúde e sempre precisa ir ao hospital. A probabilidade de ocorrer um acidente aqui é enorme”, lamentou.

OS PROBLEMAS SÃO VÁRIOS

Como o local não tem uma rede pluvial, quando chove a água acumula nas ruas. De acordo com Raimundo Nonato, de 42 anos, alguns pontos da rua alagam. “Com essas chuvas constantes, a estrada fica ainda mais prejudicada. E não adianta a gente reclamar, porque ninguém vem resolver a nossa situação”, afirmou, contando que tem informações de que a rua conta como asfaltada. “A rua está abandonada, mas ficamos sabendo que ela consta como asfaltada, e não é bem assim”, disse.

Outra reclamação é a rede esgoto. Segundo o morador, Marciel Antônio, de 45 anos, o serviço de rede esgoto é cobrado, mas ele é despejado em céu aberto, em um local próximo as casas. “Nós pagamos os impostos, e não temos nenhum serviço público. Se nós não fizermos as podas e as limpezas da rua, a situação seria ainda pior”, disse, completando que já faz cerca de um mês que o caminhão de lixo não entra na rua.

Devido ao recesso da prefeitura, por conta do feriado da Semana Santa, não foi possível ter retorno sobre uma solução para o problema.

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