Moradores do Abrigo Municipal de Barra Mansa iniciam trabalho com carteira assinada

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BARRA MANSA

Nesta segunda-feira, dia 3, dez pessoas em situação de rua que estão alojados no Abrigo Municipal de Barra Mansa iniciaram suas atividades com carteira assinada em uma empresa terceirizada. Os abrigados estão realizando serviços de limpeza, capina e roçada nos bairros do município, no Horto Florestal e no Parque de Saudade.

De acordo com o prefeito Rodrigo Drable, o Abrigo Municipal proporcionou o desenvolvimento dessas pessoas para a chance de retomarem suas vidas de forma digna, dando a eles uma melhor projeção futura. “Sinto um orgulho tremendo de vê-los tendo oportunidade de trabalhar com carteira assinada. Quando montamos o abrigo eu não tinha ideia de como aquele ambiente seria transformador de vidas. Hoje eu tenho uma nova visão, totalmente diferente. Vejo homens e mulheres querendo mudar de vida e esse é um importante passo para a reinserção na sociedade. O mérito é todo deles”, destacou o prefeito.

O morador do abrigo Pedro Azevedo pontuou a importância do projeto. “O abrigo ajuda bastante a todos nós. Estamos satisfeitos e muitos felizes pela oportunidade de voltarmos a sermos vistos com dignidade. Quando vivemos em situação de rua, não pensamos que teremos uma nova chance, agora estou passando por um recomeço.”

Pedro ainda comentou sobre o retorno de um antigo sonho. “Hoje eu tenho 53 anos e superei muitas coisas. Estava destruído emocionalmente e fisicamente, vivia totalmente desestimulado em relação a uma vida melhor. Com essa nova oportunidade posso sonhar novamente em ajudar o meu filho na universidade, vê-lo formar e ele me ver sem a bebida e em situação de rua.”

O gerente administrativo da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa, Leomar Gomes, destacou a importância dos cursos que o Abrigo Municipal proporciona. “Nós iniciamos o abrigo com 22 acolhidos, hoje estamos com 16 abrigados, destes, dez estão trabalhando e os outros seis apresentam comorbidades. Para aqueles que estão vulneráveis e não podem estar ingressados no mercado, estamos desenvolvendo atividades dentro do próprio abrigo como horta, artesanato e projetos que ajudam na evolução dos moradores possibilitando a inserção dos mesmos no mercado de trabalho”.

 

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