VOLTA REDONDA
O sistema de câmera da Secretaria de Ordem Pública foi fundamental para esclarecer uma ocorrência registrada como roubo em Volta Redonda. Um homem afirmou ter tido um Chevrolet Onix levado por criminosos armados no dia 10 de janeiro, mas a apuração da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com base em imagens de monitoramento e outros recursos tecnológicos, concluiu que o crime não ocorreu e que houve falsa comunicação.
De acordo com o registro de ocorrência, o homem afirmou que trafegava pela Rodovia dos Metalúrgicos, na altura do residencial Reserva do Valle, no bairro Casa de Pedra, quando foi rendido por criminosos armados e teve o carro subtraído. O veículo era alugado e possuía rastreador, o que inicialmente reforçou a versão apresentada, já que o equipamento foi desligado após o suposto assalto.
A Polícia Civil analisou imagens das câmeras da Ordem Pública, do sistema de leitura de placas veiculares, além de registros feitos por câmeras particulares e da concessionária que administra a Rodovia Presidente Dutra. Durante as apurações, ficou constatado que o motorista não passou pelo local onde disse que havia passado, e que o próprio conduziu o carro até a cidade do Rio de Janeiro, após circular por Volta Redonda.
Não se sabe o paradeiro do veículo, no entanto, a Polícia Civil concluiu que houve simulação do crime. O registro, inicialmente feito como roubo, foi editado para falsa comunicação de crime, e o homem responderá pelo delito em liberdade.
O secretário municipal de Ordem Pública, Coronel Henrique, destacou os impactos negativos desse tipo de conduta e ressaltou a importância da integração entre os órgãos de segurança.
“A falsa comunicação de crime é, por si só, um crime e causa um prejuízo enorme para a sociedade. Ela compromete o planejamento das forças de segurança, consome recursos humanos e tecnológicos para esclarecer um fato que não ocorreu, e que poderiam estar sendo empregados na investigação de um caso verdadeiro. Além disso, gera um prejuízo social, porque cria na população uma sensação de insegurança que não corresponde à realidade”, afirmou o secretário.
Coronel Henrique também enfatizou que o trabalho integrado e o uso da tecnologia mostram que tentativas de enganar o sistema não prosperam no município.
“Essa ação conjunta entre a Ordem Pública, a Polícia Civil e outros parceiros demonstra que não vale a pena tentar aplicar esse tipo de golpe em Volta Redonda. Temos tecnologia, inteligência e integração suficientes para identificar a verdade e responsabilizar quem age de má-fé”, concluiu.