‘Minha Casa, Minha Vida’: entidades promovem ato simbólico de apoio aos moradores em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

Representantes do Sindicato dos Engenheiros e Construção Civil, do Movimento pela Ética na Política (MEP), do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), ligado ao ecumenismo e alunos do Curso Defensores do Povo estiveram na manhã desta terça-feira, dia 5, em frente à agência da Caixa Econômica Federal (CEF), no bairro Vila Santa Cecília. O ato simbólico teve como principal objetivo apoiar os moradores e chamar a atenção da Caixa para reparar os defeitos de parte dos apartamentos dos condomínios do Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ dos bairros Roma, São Sebastião, Santa Cruz e Três Poços.

Maurício José Campos, um dos moradores que também participou do ato, do Condomínio de Três Poços, chorando declarou que os problemas nos apartamentos estão cada vez piores e mesmo assim a Caixa não toma providências. Maurício lembrou ainda que entre os vários problemas enfrentados pelos moradores estão mofos, rachaduras, infiltrações e outros. A Defensoria Pública da União em Volta Redonda já concluiu o recolhimento de documentos dos moradores e nesta terça mesmo entrou com uma Ação Civil Pública contra a Caixa para resolver as questões com os moradores.

Um dos participantes do evento, o coordenador MEP, José Maria da Silva, o Zezinho, que o ato simbólico foi silencioso, mas mostrou o quanto esses problemas dos condomínios estão afetando centenas de famílias. “Mostramos à Caixa e a todos como lidam com os reclames de várias pessoas. Solidários, estaremos com esses moradores até o fim desse processo”, destacou Zezinho.

Vale lembrar que além da Caixa, que foi informada sobre os riscos que os moradores estão correndo com o descaso da instituição, a Prefeitura de Volta Redonda e a Defesa Civil também foram comunicadas sobre as péssimas condições dos imóveis.

Vale ressaltar que os problemas dos condomínios são antigos. Para se ter uma ideia, em 2017 os moradores dos condomínios Ingá I, no Santa Cruz, Roma e Três Poços participaram de audiência pública e fizeram várias denúncias de como estavam os imóveis. Eles já citavam as rachaduras, mofos, pisos soltos, vazamento de esgoto e outros.