Mesmo na era digital, idosa de 95 anos prova que o impresso ainda tem valor

Apesar da migração para o digital, o jornal impresso ainda tem seu valor, seja pela experiência da leitura, facilidade de acesso em algumas situações ou até mesmo pela relevância aos públicos específicos

Por Tânia Cruz
38 cidades idosa de 95 anos prova de que a mídia impressa ainda tem seus adeptos divulgaÇÃo 1

RIO CLARO
A verdade é que o futuro da mídia impressa é incerto, mas também é provável que ela continue ainda existindo por muito tempo, mesmo que em menor escala. Isso se deve ao fato de a indústria jornalística estar se adaptando à nova realidade — ou seja, buscando novas formas de oferecer conteúdo e atender às necessidades dos leitores fiéis à notícia no papel. Para muitos, apesar da migração para o digital, o jornal impresso ainda tem seu valor, seja pela experiência da leitura, pela facilidade de acesso em determinadas situações ou até mesmo pela relevância para públicos específicos. É o caso da idosa Irene da Silva de Carvalho, de 95 anos.
Irene, que saiu de Paraíba do Sul, sua cidade natal, aos dez anos, morou em Passa Três, distrito de Rio Claro, até os 18 anos, quando se mudou para a sede do município, onde reside até hoje, na Rodovia Saturnino Braga. Segundo ela, prestes a completar 96 anos no dia 1º de agosto, sua participação na internet é limitada devido ao pouco conhecimento com a ferramenta. Ama fazer palavras cruzadas, assistir a vídeos, pintar e, principalmente, ler. E para se manter bem informada, ela não passa um dia sequer sem a edição dos jornais A VOZ DA CIDADE e Diário do Vale, dois dos veículos do Grupo Pançardes de Comunicação.
Luciana Viana, estudante de geriatria com foco em cuidados humanizados, que acompanha a idosa, disse que Irene é uma mulher com muitas histórias, conhecimentos e lucidez. Ela lembrou que Irene sempre frequentou bancas de jornal para suas leituras, hábito que foi se perdendo com o tempo e a idade avançada. Mesmo assim, ela não deixa de ler seu jornal diariamente. Ao ser questionada sobre como se sentiria caso o jornal impresso deixasse de existir, respondeu com tristeza: “Ficarei muito triste”, disse a idosa.
A cuidadora relatou ao A VOZ DA CIDADE que, com o passar do tempo, Irene nunca deixou de ter contato com o jornal. Destacou que é motivo de alegria vê-la folhear as páginas. “Alegrou-me muito como cuidadora humanizada. Ela tendo êxito na leitura e abordagens do assunto inclui o jornal no planejamento do dia a dia dela”, contou Luciana, lembrando que isso, além de provar que o impresso ainda é a principal ferramenta de informação para muitos, também estimula o cognitivo e permite que a idosa se sinta à vontade para falar sobre temas que despertam sua curiosidade. “Com isso, ela, como demais idosos, sente-se incluída na sociedade, se vendo útil e interagindo absolutamente com a atualidade. E sim, ela assiste programas informativos na TV, mas sua atenção fica presa mesmo quando está lendo o jornal”, finalizou a cuidadora.

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