Médicos do Hospital São João Batista suspendem paralisação temporariamente

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VOLTA REDONDA

A greve dos médicos do Hospital São João Batista (HSJB), em Volta Redonda, que iniciaria na manhã de ontem foi suspensa temporariamente. O comunicado foi feito em nota emitida pela comissão que defende e negocia as reivindicações dos médicos com a Organização Social (OS) Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), de Campos dos Goytacazes, contratada pelo Governo Municipal para administrar a unidade.

No comunicado, a comissão dos médicos informou que as negociações seguem e que uma assembleia foi marcada para ontem à noite entre os profissionais e representantes da Comissão dos Médicos. Vale lembrar que na última sexta-feira, dia 17, após o assunto ter sido amplamente discutido em programas de rádios locais entre os representantes dos médicos e da Prefeitura de Vota Redonda, o secretário Municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, anunciou a transferência imediata de seu gabinete de trabalho para uma área do hospital.

O objetivo, segundo ele, é acompanhar de perto a transição da administração do HSJB para a OS, além de contribuir para resolver as questões entre os profissionais da unidade e sua direção.

Na ocasião, o prefeito Samuca Silva também se colocou à disposição dos profissionais que trabalham no hospital. “É preciso ressaltar que a implantação da OS em Volta Redonda é um modelo que já está consolidado no Hospital do Retiro. Os indicadores constantes do DATASUS nos mostram a melhoria dos serviços prestados e o aumento do número de atendimentos tanto de emergência quanto ambulatoriais, no Hospital do Retiro. Esperamos que essa melhoria também aconteça no Hospital São João Batista. Quero deixar claro que estou do lado dos trabalhadores e que meu gabinete está, sempre, à disposição deles”, destacou Samuca.

O prefeito lembrou ainda que, com a implantação da Organização Social os trabalhadores, que antes recebiam através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPAs), terão todos os seus direitos trabalhistas garantidos, como férias e 13º salário. “Cerca de 90% dos profissionais do HSJB trabalhavam em regime de RPA, e de acordo com um termo assinado no Ministério Público, a continuidade desse sistema implicava em pagamento de multas pelo poder público”, informou o prefeito, lembrando que fez um processo transparente e que foi acompanhado pelo Ministério Público e que agora, todos os direitos trabalhistas desses profissionais estão garantidos.

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