Jovens periféricos lançam exposição fotográfica virtual sobre desafios ambientais ignorados pela COP30

Estudantes do Programa Formare usam fotografia para denunciar problemas ambientais em suas cidades

Por Cyntia Freitas
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NACIONAL

Mesmo longe dos debates oficiais da COP30, jovens periféricos brasileiros encontraram uma forma poderosa de inserir suas vozes na discussão climática global. Estudantes do programa Formare, mantido pela Fundação Iochpe, organizaram uma exposição fotográfica virtual que retrata problemas ambientais de seus bairros, cidades e territórios- um olhar crítico que emerge de quem convive diariamente com os efeitos das desigualdades socioambientais.

A iniciativa reuniu participantes de diferentes regiões do país, entre eles Danilo Silva, Lorena Neres Rosa e Joel Rodrigues da Silva. Eles não se conhecem, mas compartilham trajetórias semelhantes: estudam em escolas públicas, vivem em áreas periféricas e enfrentam rotinas marcadas por desafios ambientais graves. Por meio das lentes de seus celulares, registraram paisagens degradadas, desperdícios, impactos urbanos e realidades invisibilizadas que pouco aparecem em grandes conferências internacionais.

Jovens de Resende e Porto Real que participam do Consórcio Modullar, também participam da exposição: Dentre eles, Hellen Moura Piccoli Rocha, Cauã Matos – Consórcio Modular e Amily Luah Fassicolo.

O projeto busca aproximar os estudantes das discussões climáticas globais, estimular consciência socioambiental e incentivar o protagonismo juvenil. A proposta é que cada jovem transforme seu cotidiano em denúncia, reflexão e arte, valorizando suas vivências e ampliando a representatividade das periferias nos debates ambientais. “Conseguimos mobilizar estudantes de diferentes empresas parceiras para entender os desafios climáticos e as oportunidades de um mundo mais sustentável”, afirma o presidente da Fundação Iochpe, Claudio Anjos. Ele ressalta que esses jovens mostram que falar de meio ambiente é falar também de saúde, renda, mobilidade e futuro. “Eles começam a ingressar no mundo do trabalho com um olhar atento para a sustentabilidade e podem impulsionar os chamados ‘empregos verdes’, que unem propósito, inovação e impacto social”, complementa.

Antes de irem a campo, os participantes receberam orientação do fotógrafo Érico Hiller, autor do livro Água Brasil. Em um webinar exclusivo, ele compartilhou sua experiência em registros da crise hídrica e ensinou técnicas fotográficas para aprimorar o uso dos celulares.

Um dos destaques da mostra é o trabalho de Danilo Silva, estudante da Thales, em São Bernardo do Campo, que fotografou o cotidiano dos catadores de lixo. O jovem refletiu sobre invisibilidade social e desigualdade. “Entre o concreto e o lixo, há uma história que a cidade finge não ver. Essas mãos que vasculham restos buscam vida, não luxo. Talvez o verdadeiro lixo não esteja nas ruas, mas na indiferença, disse.

A exposição virtual segue aberta ao público durante todo o período da COP30, ampliando o diálogo entre juventude, território e meio ambiente.

Para acessar a exposição completa: https://sites.google.com/fiochpe.org.br/formarenarotadacop30/a-campanha?authuser=0 

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