Jackson Emerick se coloca como pré-candidato a prefeito de Barra Mansa

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BARRA MANSA

Mais um nome para disputa da prefeitura em 2020 procurou o A VOZ DA CIDADE para falar sobre sua pré-candidatura e projetos futuros. Trata-se de Jackson Emerick, barra-mansense, filiado ao Solidariedade. Ele já disputou eleições em 2004 para vereador e 2010 para Câmara Federal. Não venceu em nenhuma delas, mas se coloca como pré-candidato por acreditar que os barra-mansenses precisam ter o orgulho resgatado. “Me reporto então a época do ex-prefeito Roosevelt Brasil, onde as pessoas tinham orgulho da cidade, a autoestima elevada. Pretendo fazer a mesma coisa. É a escola que tive aula”, disse.

Ao se referir a Roosevelt Brasil, Jackson se lembra do início de sua experiência na administração pública. Lembrou que nos últimos 20 anos está totalmente dedicado nessa área, tem conhecimento de números, dados, regras e normas. Ele começou sua experiência na administração pública durante gestão de Roosevelt, quando ocupou cargo de gerente administrativo da Secretaria de Saúde. Depois foi diretor da Clínica Popular de Dependentes Químicos de Juparanã e, recentemente, deixou o cargo de diretor da TV Alerj.

Em 2016, chegou a lançar seu nome como pré-candidato a prefeito, mas depois desistiu alegando situações pessoais. “Todas as vezes que tem uma eleição, com ausência de lideranças, meu nome é ventilado. Me coloco como pré-candidato porque existe essa ausência de lideranças e por solicitação das executivas estadual e nacional”, citou.

ARROZ COM FEIJÃO NÃO BASTA

Jackson contou que está disposto a fazer muito mais do que chama de “arroz com feijão” na prefeitura. Mencionou o orçamento de 2020 que tem previsão de R$ 510 milhões, sendo R$ 42 milhões ao mês. “São R$ 11 milhões por mês para saúde e R$ 10 milhões para educação, com uma folha de R$ 14 milhões, sobram R$ 6 milhões. O que enxergo disso? Não dá para ter uma gestão feita por quem não tem conhecimento sobre como funcionam as coisas. Digo com tranquilidade que estou preparado. Dá para fazer”, disse.

E citou como pode fazer além. De acordo com ele, as Parcerias Públicas Privadas (PPAs) não são aproveitadas em Barra Mansa e podem ser soluções para o desenvolvimento. Além disso, pretende trazer modelo desenvolvido em Santa Rita do Sapucaí e na Coréia do Sul, dois locais que usam a tecnologia a seu favor. “Barra Mansa tem muito morro, rio e linha férrea então não tem espaço. Tudo que for fazer tem que ser que não ocupe muito espaço. Não temos condições para abrigar grandes empresas, mas podemos aproveitar a Zona Especial de Negócios (ZEN) e criar um polo industrial eletrônico. Para isso precisamos de mão de obra especializada. É um projeto a médio e longo prazo, mas pode ser uma vocação muito rentável para a nossa cidade e de muitos empregos para os munícipes”, destacou Jackson.

O pré-candidato a prefeito disse ainda que tudo isso está aliado a uma valorização dos educadores da cidade, colocando em prática o Plano de Cargos, Carreiras e Salários.  “É criatividade na gestão, valorização do profissional de educação para termos um grande polo tecnológico”, completou.

A saúde foi outra área mencionada por Emerick. Disse que existe dinheiro, falta planejamento. Citou como exemplo o Núcleo de Apoio ao Programa de Saúde da Família que atende a 44 postos, três policlínicas e quatro Unidades Básicas de Saúde. A estrutura de profissionais é a seguinte para atender, segundo ele, esses locais: quatro assistentes sociais, seis fisioterapeutas, quatro nutricionistas, uma ginecologista, quatro pediatras, quatro psicólogos e nenhum fonoaudiólogo. “Quando é necessário um atendimento com especialistas para dar o aprimoramento no atendimento básico isso não funciona por falta de pessoas. Quando a atenção básica funciona a complexidade diminui”, esclareceu.

Sobre o funcionalismo diz que não existe como no momento oferecer o que eles pedem, mas o essencial, que é o respeito, será ponto principal.

ARTICULADOR DE ALBERTASSI EM BM

Em Barra Mansa, Jackson Emerick é conhecido ainda por ter sido o principal articulador de Edson Albertassi, que foi deputado estadual e está preso acusado de corrupção. Quanto a seu trabalho com o ex-deputado, Jackson não vê problema. Mas esclarece que não começou na administração pública por conta de Albertassi, foi antes, na gestão de Roosevelt Brasil como prefeito. Mas afirma que não é réu em nenhum processo. “Cada um tem seu CPF e responderá por isso. Convivi muito com ele, não sou juiz para condenar ou inocentar. Ele está respondendo e não posso ser penalizado apenas por ter tido uma relação com ele. É só procurar saber sobre minha história”, disse.

GRUPO DE OPOSIÇÃO

Jackson Emerick está conversando com outros partidos, que estão tentando formar um bloco de oposição ao atual governo. Segundo ele, todos não concordam com a forma com que o atual prefeito Rodrigo Drable (DEM) tem conduzido a cidade. São cinco os partidos, além do Solidariedade, o MDB, Cidadania, PDT, PSDB, Podemos. Todos contam com pré-candidatos a prefeito e um nome será escolhido no próximo ano para a disputa. “Estamos conversando. É um relacionamento novo, temos mantido diálogo e a intenção é que uma única candidatura seja lançada, mas cada partido tem que tomar sua decisão. Será um grande debate”, afirmou o pré-candidato a prefeito.

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