Inverno amplia venda e consumo de medicamentos

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SUL FLUMINENSE

O inverno, a estação mais fria do ano, teve início nesta sexta-feira, dia 21. As baixas temperaturas favorecem a incidência de doenças rinite, sinusite, gripes e resfriados, gerando sintomas como dor de garganta e nariz entupido. Em virtude da automedicação e também dos casos novos diagnosticados neste período por consultas com profissionais, a expectativa de donos de farmácias é de lucro na venda de medicamentos em torno de 60%.

Conforme relato dos farmacêuticos os produtos que têm mais procura nesta época são os antigripais e antibióticos, assim como as pastilhas efervescentes de vitamina C. “Já percebemos um aumento nestas últimas semanas de outono, com dias que oscilam bastante as temperaturas do friozinho de manhã, tendo o sol forte à tarde, e noites frias. Muita gente sofre com essa variação, tem dor de garganta, sinusite e dor de cabeça. As viroses faz muita gente se automedicar, já chega no balcão pedindo esse ou aquele remédio”, comenta Roberto Nicolau, de uma farmácia em Resende.

As farmácias da região ampliam as vendas de medicamentos genéricos e antigripais

Os produtos típicos de combate e prevenção a gripes e resfriados tem alta variação de preços e podem ser encontrados em embalagens fechadas ou com cartelas individuais. “Sempre levo analgésico, antiácido e pastilhas para a garganta. Dias atrás comprei um xarope expectorante. Gastei R$ 95. Daí, minha menina caçula ficou gripada e lá vem eu novamente comprar vitamina C, antigripal, xarope infantil. Ficou mais uns R$ 60 na farmácia. Sou contra automedicação, mas tem doenças que já sabemos o que é necessário, o que estamos habituados a usar e resolver”, comenta a dona de casa Benedita Soares, 45.

O pedreiro Reginaldo Wilian, comprou três frascos de descongestionante nasal. A família, que reside na Baixada da Olaria, sofre com a mudança do clima. “A minha mulher e meus filhos estão com dificuldade em respirar, o ar frio irrita o nariz. To levando bastante pra todos usarem sem problemas. Com R$ 35 aproveitei o preço promocional no kit”, comenta.

GENÉRICOS EM DESTAQUE

Com a constante compra de medicamentos, os genéricos caem no gosto popular. São produtos de laboratórios distintos daqueles dos remédios de marca amplamente conhecida comercialmente. Segundo pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa em parceria com a Unicamp com 4 mil consumidores de farmácias em todo o país, 63,45% dos entrevistados compraram pelo menos uma unidade de genérico. Porém, os de marca continuam na preferência dos clientes, sendo que 63,55% compraram pelo menos uma unidade de marca.“Observa-se nesse ponto um aspecto interessante desse mercado, que é o crescimento dos genéricos, porém ainda se tem uma força contínua dos medicamentos de marca. Também se observa que a aquisição de não medicamentos normalmente vem associada a aquisição de medicamentos”, explica Edison Tamascia, presidente da Febrafar, entidade que solicitou a pesquisa.

Dentre os motivos do destaque dos genéricos está o preço, 64,95% dos entrevistados afirmaram acreditar que as farmácias onde efetuaram suas compras praticam preços mais baixos que os concorrentes e 24,50% apontaram a localização como fator importante para a escolha.

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