Integrante de diretório estadual do PSC questiona se Rodrigo Furtado aceitaria vir como pré-candidato a prefeito de Volta Redonda

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VOLTA REDONDA
O vereador Rodrigo Furtado (PSC) foi sondado por um dos integrantes do diretório estadual do partido, que é também do governador Wilson Witzel, para saber se ele estaria disposto a vir como pré-candidato a prefeito neste ano. O questionamento foi feito no mesmo dia em que o prefeito Samuca Silva, do mesmo partido, anunciou que não tentaria a reeleição, mas sim indicaria um sucessor (no último dia 4). Questionado pelo A VOZ DA CIDADE, Rodrigo Furtado confirmou que foi sondado e disse que apenas ouviu do secretário das Cidades, Juarez Fialho, que levaria seu nome para ser analisado pela executiva.
Eleito em 2016 para seu primeiro mandato no Legislativo, Rodrigo disse que ficou honrado com a lembrança de seu nome, o que é um reconhecimento ao seu trabalho. “Se tiver essa oportunidade e se for a vontade do partido, certamente abraçaria o projeto. Não era um projeto meu, confesso que não tinha pensado sobre isso, mas com a posição do prefeito um novo cenário pode ter sido aberto”, disse.
Questionado, o atual vereador declarou que pensou sim em alçar voos maiores em próximas eleições, mas seria para deputado estadual. Prefeito ainda não tinha passado por sua cabeça. Diz que foi apenas uma sondagem, mas que aguardará. Também afirmou que não foi procurado pelo prefeito Samuca, que comanda o PSC na cidade. Um dos nomes já cogitados por Samuca nisso tudo é o ex-secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, que deixou a pasta no mesmo dia do anúncio da desistência em disputar a reeleição. Há ainda outros nomes e Samuca teria dito que a escolha seria por pesquisa.
Rodrigo Furtado é advogado, com especialidades em Direito do Trabalho, Previdenciário, Eleitoral, Constitucional e Criminal. “Sei que estou num mandato muito bom como vereador, me vejo preparado politicamente, adquiri maturidade muito grande na política que não tinha. Sei que estou cumprindo com as minhas obrigações como vereador. Na minha vida sempre fui progressista, comecei trabalhando na CSN na auditoria, mexendo com finanças; saí e fiz faculdade, montei meu escritório de advocacia há 16 anos. Não dependo da política para sobreviver. Quero ajudar a população”, disse, lembrando que criou em Volta Redonda o projeto de lei do impostômetro, que depois foi levado para outras cidades; iniciou as movimentações sobre a pilha de escória da CSN, que originou no TAC que determinou investimento de R$ 300 milhões para compensação ambiental; fez requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a participação de Paulinho do Raio-X na suposta tentativa e extorsão ao prefeito e depois entrou com pedido para comissão processante para cassação de mandato do mesmo.