VOLTA REDONDA
Encerram nesta sexta-feira, dia 1º de agosto, as inscrições para um curso gratuito de formação em produção cultural para terreiros de matriz afro-indígena em Volta Redonda. Pode se inscrever qualquer representante de terreiro, não só da Cidade do Ao, mas de toda a Região Sul Fluminense. São oferecidas 50 vagas para o primeiro curso de produção voltado para comunidades tradicionais, que são os terreiros, do Estado do Rio de Janeiro.
O curso será realizado no Centro Espírita Nossa Senhora da Guia (Censg), na Estrada da União, Rua B 25 Retiro, em Volta Redonda, em seis encontros presenciais no sábado, dia 8 de agosto, às 12 horas. O curso será ministrado por profissionais da área de produção cultural, jornalismo, designer e outros, do Projeto Formação em Produção Cultural para Terreiros de Volta Redonda. A equipe é formada pelo produtor e articulador social, Pai Sid Soares; a oficineira e produtora cultural, Caroline Freitas; o designer e oficineiro, Bento da Silva; a produtora executiva e oficineira, Isabelle Ferreira; a assessora de imprensa, Valéria Texeira, a assessoria de acessibilidade e formadora i e intérprete de Libras, Isadora Machado.
Pai Sid Soares informou ao A VOZ DA CIDADE que a sugestão para o nome de divulgação do projeto é Mbongi: Produção Cultural em Terreiros de Volta Redonda. Explicou que Mbongi é um conceito fundamental do povo kongo, o lugar da fala, do debate, da escuta coletiva e da decisão comunitária. “Pode ser traduzido como espaço circular onde se constroem os saberes e a ação”, contou Pai Sid, lembrando que a formação proposta pelo Censg será um espaço de compartilhamento de saberes que integram religiosidade, cultura e ação política.
DISSEMINAR CONHECIMENTOS E PRÁTICAS
Sid informou também que o objetivo é disseminar os conhecimentos e práticas ligados à produção cultural para outros terreiros do município, capacitando seus representantes e agentes para que possam atuar no universo da produção cultural, patrimonial e das linguagens artísticas. Disse que, com uma carga horária de 24 horas, dividida em seis encontros, a formação irá capacitar 50 pessoas, todas oriundas de terreiros de matrizes afro-indígenas do município, nos temas elaboração de projetos, experiências de produção cultural, patrimonial e artística em outros terreiros, prestação de contas, acessibilidade cultural e comunicação para projetos culturais.
Ainda de acordo com Pai Sid, além da formação técnica, o curso também visa proporcionar o acesso a políticas públicas de fomento à cultura, transformando os participantes em multiplicadores desse conhecimento. A ideia é que, ao final do curso, esses agentes culturais possam aplicar o aprendizado em seus próprios espaços, fortalecendo ainda mais a cultura dos terreiros e possibilitando sua inserção nas políticas públicas de incentivo à cultura do Estado do Rio de Janeiro. Sid lembrou que, quem quiser se inscrever o link é: https://forms.gle/Jfb2kxzqoBdZKCTL8.