Iniciado o restauro na antiga Central do Brasil em Barra do Piraí

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BARRA DO PIRAÍ

Foi iniciada no início deste mês a restauração do antigo prédio da Central do Brasil, o conhecido Pátio da Estação. As obras são gerenciadas pela MRS Logística, em parceria com a Prefeitura de Barra do Piraí. Por se tratar de um prédio histórico, a benfeitoria ainda conta com a fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ao todo, serão investidos, apenas no prédio, cerca de R$ 3,8 milhões.

Inaugurado em 1864, o prédio tem características do tempo do Império, onde, inicialmente, funcionou um hotel, que servia de pousada àqueles que tinham como estadia a cidade barrense (então maior entroncamento ferroviário da América Latina). Anos seguintes, se transformou em uma das sedes da Estrada de Ferro Central do Brasil, de onde partiriam os trens de carga e de passageiros, até que, em 1996, por ocasião da privatização da Rede Ferroviária, foi desativada.

O prédio conserva as principais características. após 24 anos. De acordo com o chefe de escritório do Iphan, em Vassouras, Almir Santos de Oliveira, todos os esforços estão sendo feitos, no sentido de manter viva a característica do patrimônio. “Todo o empenho é válido, quando se trata de um imóvel que estava parado e que será útil depois. O objetivo aqui é histórico e de dar uma continuidade à preservação de um bem da cidade. E o nosso intuito é o de fiscalizar o projeto e mão de obra, não no sentido de punir, mas em dar o aval ao que o prédio e a população merecem como bem que é seu”, disse.

As obras são gerenciadas pela MRS Logística, em parceria com a Prefeitura de Barra do Piraí – Divulgação

Após ser cedido ao município, pela antiga Rede Ferroviária Federal, as tratativas para a aquisição do Prédio da Estação – como também é conhecido – ficou a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), do Governo Federal. Todo o processo foi levantado, em parceria entre a Prefeitura de Barra do Piraí, a União, o Instituto de Desenvolvimento Econômico (IDehc) e a MRS. Em 2018, o projeto – elaborado pela MRS – foi aprovado pelo Iphan e lançado pela prefeitura. Por conta da pandemia pelo novo coronavírus, as obras, que começariam em março deste ano, foram adiadas para este mês.

De acordo com o representante da construtora Pydna, o engenheiro civil Alex Costa, o elo com as demais empresas, Quorum e Holos, foi importante para agilizar esta obra. Ele deixa claro que não se trata de uma reforma, mas sim restauro, e que a demora se dá por conta de que é preciso manter as características e responsabilidades pelo patrimônio. “Estamos no ramo há 15 anos e já trabalhamos em projetos parecidos. É uma satisfação estar numa cidade e restaurar um patrimônio histórico; é uma realização quase que artística, poder entregar um imóvel que é a criação da própria cidade, criado pelo Império e que tomou nova arquitetura. Tem muita história aqui, mais que cultural e econômica. Quando temos essa oportunidade, é mais atrativo, para mim, e será para a população que usufruir deste local com prazer”, disse o engenheiro, acrescentando que parte do emprego gerado nas obras vem de mão de obra local.

O projeto artístico das obras no Pátio da Estação está divido em dois momentos. O primeiro deles é o prédio principal, com o restauro completo da Estação da Central do Brasil, onde será uma casa de cultura, com salas para eventos e exposições. Além disso, o prédio será sede da Secretaria de Turismo, Cultura e Eventos. A segunda etapa inclui os galpões, onde serão reformados e onde haverá a criação de um anfiteatro de 250 lugares.

Para o secretário de Turismo, Cultura e Eventos, Juberto Folena de Oliveira Junior, a primeira parceria com a MRS, é o início de uma longa parceria. “Estou encantado com o capricho que estão tendo com este patrimônio; com Barra do Piraí. Estejam certos que vamos buscar novos elos, seja com a MRS ou com as demais empresas que possuem esta responsabilidade social, para o bem estar cultural dos barrenses. Estamos em vias de começar as obras em mais duas antigas estações ferroviárias, a de Ipiabas e a de Santana de Barra. Ou seja, para uma cidade que não possuía nenhuma casa de cultura, agora serão três, em pontos estratégicos para que a sua população se enriqueça com estes imóveis e mostras que, por eles, passarem”, finaliza Júnior.

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