Indio conhece gestão modelo de hospital e palestra na Firjan

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RIO

O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, Indio da Costa, acompanhado de Zaqueu Teixeira, seu candidato a vice e ex-chefe da Polícia Civil, disse hoje que, uma vez eleito, levará o modelo de gestão do Hospital Universitário Pedro Ernesto para implantar no sistema de saúde do estado. Atualmente recuperado, em 2017 a unidade atravessou uma grave crise financeira. A afirmação foi após sua reunião com o diretor da unidade, Edmar Santos, seguida de visita aos setores de neurocirurgia, cirurgia geral, cardiovascular e pneumologia do hospital.

“Gostei muito do desenho implantado no Pedro Ernesto. Conheci o que está sendo feito e as medidas tomadas na resolução de problemas. Combina com minha concepção de entregar mais serviços com menos recursos. Vi uma gestão competente, apesar do estado falido e quebrado”, afirmou Indio.

O diretor disse o que fez para alavancar o hospital. “O passo mais importante para tirar o hospital da falência foi um pacto interno com todo o corpo clínico, em que nós decidimos fazer um enfrentamento da crise com o compromisso de não fechar as portas em nenhum momento”, disse Edmar Santos.

O Pedro Ernesto é vinculado à UERJ e atende a casos de alta complexidade. Em 2017, o hospital enfrentou uma grave crise financeira e salarial, devido à falta de recursos. Na época, apenas 70 leitos funcionavam. Atualmente, o hospital tem 320 leitos ocupados e prepara-se para inaugurar uma sala híbrida, em que será possível fazer cirurgias e exames ao mesmo tempo. A partir de novembro, o hospital também começará a realizar cirurgias com uso de tecnologia robótica, de alta precisão, o que permitirá menor tempo de internação.

O hospital é considerado hoje como um modelo de gestão hospitalar. Atualmente, a unidade tem 600 alunos em graduação médica, sendo 450 em residência médica e outros 250 em áreas como as de fisioterapia e enfermagem. O custeio mensal de manutenção é de R$ 12,5 milhões, sendo R$ 8,5 milhões com recursos do tesouro estadual e R$ 4 milhões oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS).

NA FIRJAN

No fim da tarde, Indio participou de encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), onde disse que “O Rio de Janeiro está numa enrascada”.  “O governo não presta os serviços pelos quais é pago e está com duas secretarias relevantes sob intervenção federal, a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Fazenda, engessada por um Plano de Recuperação Fiscal”, afirmou, completando que sairão disso ao devolver ao governador a liberdade para gerenciar a máquina pública que atualmente está ancorada em um modelo político perdulário e destituído.

Ele ainda falou sobre a segurança mencionando que ela prejudica todas as atividades do estado, sejam políticas públicas ou iniciativas privadas. “Chegamos ao ponto em que é improdutivo debater educação, atendimento médico, transportes, saneamento básico e atividade econômica, se não resolver a crônica insegurança pública. Eu tenho batido incansavelmente neste ponto”, afirmou o candidato.