Piraí
Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na prisão de dois homens da mesma família após uma adolescente denunciar ameaças de morte no distrito de Arrozal, em Piraí, na tarde de quinta-feira, 18. A operação foi conduzida por agentes da 94ª Delegacia de Polícia (DP), com apoio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), após a jovem relatar que vinha sendo intimidada dentro de casa.
De acordo com a polícia, a adolescente contou que o irmão apontou um revólver para o seu rosto e afirmou que não teria medo de matá-la. “A vítima relatou que ele disse já ter sido preso anteriormente e que não se importaria em voltar para a prisão após cometer o crime”, explicou o delegado responsável pelo caso. Diante da gravidade da denúncia, as equipes seguiram imediatamente para o endereço indicado.
As investigações apontaram que as ameaças e a violência psicológica ocorriam há anos. Segundo a polícia, o agressor não exercia atividade profissional e era usuário de drogas. “Trata-se de um quadro prolongado de intimidação dentro do ambiente familiar, o que exigiu uma resposta rápida do Estado”, afirmou o delegado.
Durante a abordagem, a mãe tentou negar a existência da arma utilizada nas ameaças. No entanto, diligências revelaram que o revólver havia sido escondido em uma residência próxima, pertencente a outro familiar, numa tentativa de dificultar a ação policial. “Foi uma clara tentativa de proteger o autor e impedir a responsabilização penal”, destacou o delegado.
As apurações também mostraram que a arma usada nas ameaças havia sido entregue ao agressor por um parente idoso, que mantinha outras armas e munições em casa. “Diante das provas reunidas, foram adotadas todas as medidas legais cabíveis”, explicou a autoridade policial.
Os dois homens permaneceram presos e foram encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça. A mãe responderá em liberdade por ter auxiliado na ocultação da arma. “Em Piraí, crimes de violência doméstica e familiar são tratados com máxima seriedade. A polícia não vai tolerar esse tipo de conduta”, concluiu o delegado.