Gustavo Tutuca luta pela retomada do Galeão visando também beneficiar Sul do Estado

Por Carol Macedo

ESTADO/MÉDIO PARAÍBA

Nessa semana, uma comitiva do Rio de Janeiro foi a Brasília para uma reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França. O governador Cláudio Castro e o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, representaram o Governo do Estado, e o prefeito Eduardo Paes a cidade do Rio de Janeiro. Foram deixar formalizada a proposta de limitação de voos para o Aeroporto do Santos Dumont, visando ‘dar vida’ ao Aeroporto do Galeão. A intenção com isso é fazer com que o Estado use toda a capacidade de aeroportos, trazendo mais turistas internacionais. Consequentemente, segundo Tutuca, as regiões Médio Paraíba e Costa Verde também ganhariam com a possibilidade do aumento no fluxo nas cidades.

Para Gustavo Tutuca, o objetivo é tornar o Estado um dos principais destinos turísticos mundiais, não apenas a capital, mas todas as regiões turísticas do Rio de Janeiro. “Temos uma reunião marcada para daqui há 20 dias para saber a resposta do governo federal, que deve fazer uma contraproposta. A nossa briga é que seja limitada a ponte aérea Santos Dumont para Congonhas e para Brasília, que não tem estrutura para receber voos internacionais, é mais para ponte aérea e voos executivos”, disse.

Segundo o secretário, um estudo da Firjan aponta que o Estado perde R$ 4,5 bilhões ao ano por falta de uma operação coordenada entre os dois aeroportos. E é isso que estão lutando para implementar. Usar a vocação principal do Santos Dumont e a capacidade de passageiros que o Galeão tem. Para se ter uma ideia são 37 milhões de passageiros por ano que podem passar pelo local. No ano passado foram seis milhões, enquanto no outro aeroporto chegaram a mais de dez milhões.

“Os dois aeroportos precisam funcionar. Há um momento de retração de mercado que temos passado devido a pandemia de Covid-19, que afetou o setor da aviação. Quando aconteceu o retorno no pós-pandemia, começaram a dar prioridade ao Santos Dumont, com isso os voos de lá foram ampliados. Porém, ele precisa funcionar segundo sua vocação principal. Isso faria com que o Santos Dumont tenha uma média por ano para receber 6,5 milhões de passageiros e no Galeão de 13 a 14 milhões.

E não seria apenas um remanejamento de um aeroporto para outro. Para um voo internacional ser definido para algum estado é preciso que aconteçam conexões. Atualmente, as empresas passaram os voos internacionais para São Paulo, Brasília, outras capitais porque oferecem conexões. Mesmo que o passageiro não tenha como destino final do Rio de Janeiro, dentro do mesmo aeroporto que seria o Galeão, no caso, por ser apto para receber voos internacionais, seria possível fazer conexões para as capitais do Brasil. Isso acontecendo, ele volta a ser atrativo internacionalmente, retomando seu prestígio do passado, onde era um dos principais do país.

Atualmente, pela maneira realizada, o turista que compra passagem para algum lugar fora do país, vai para o Santos Dumont e de lá faz uma ponte aérea

SUL DO ESTADO BENEFICIADO

A região Sul do Estado, quando isso acontecer, terá, consequentemente, um aumento no fluxo de turistas, além da praticidade do Aeroporto do Galão ser bem mais próximo para os munícipes do Sul do Estado, do que o outro. Gustavo Tutuca ainda lembrou que quando os voos do Santos Dumont forem reduzidos, isso abrirá vaga para a aviação regional, aumentando a competividade, beneficiando Angra dos Reis e Paraty e podendo estimular outros regionais, como Resende por exemplo, e até o de Volta Redonda, que já tem um projeto. “A nova gestão da Infraero pretende estimular os aeroportos regionais. Além disso, o turista internacional desembarcando no Galeão ficará mais perto da região e já fizemos anteriormente todo aquele trabalho de fortalecimento das regiões turísticas do Estado para sair apenas do turismo de capital e agora poderemos colher os frutos”, argumenta.

CONQUISTA EM LONDRES

Tutuca lembrou que durante a ida a Londres, para a promoção do Estado como principal destino turístico do Brasil, uma boa notícia foi consolidada. A Companhia aérea britânica British Airways vai disponibilizar, a partir de outubro, voos diários entre Londres e Rio de Janeiro, com inclusão da rota Londres – Rio – Buenos Aires, retomando a mesma frequência de voos que a companhia tinha antes da pandemia e aumentando a competitividade nos mercados inglês e argentino. E esses voos já seriam voltados para o Aeroporto do Galeão.

Atualmente, a companhia tem cinco voos semanais para o Rio, o que representa uma recuperação de aproximadamente 70% do cenário pré-pandemia.

Em Londres neste mês, o secretário de Estado de Turismo fez a promoção do setor – Foto: Divulgação

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