Guardar dinheiro é meta de trabalhadores para 2020, afirma CNDL

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SUL FLUMINENSE

O ano novo mexe com a imaginação e os desejos de melhorias na rotina de cada cidadão. Pelo segundo ano consecutivo, a meta da maioria dos brasileiros em relação à situação financeira é justamente guardar dinheiro. A informação é de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Os dados revelam que pesar de ano ser novo, alguns dos objetivos financeiros para 2020 são velhos conhecidos do consumidor.

Foram entrevistadas 600 pessoas, entre 25 de novembro e 04 de dezembro de 2019, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. Guardar dinheiro figura como a principal meta financeira do brasileiro para este ano, segundo 49% dos ouvidos em pesquisa. Além disso, 30% planejam fazer uma viagem, 28% pretendem comprar ou reformar a casa e 27% querem tirar as finanças do vermelho.

Para o economista Bruno Mello, a intenção de manter economias pode ser reflexo do aprendizado com a crise em alguma fase de 2019. “Geralmente, o trabalhador enfrentou ou enfrenta alguma dificuldade e sabe que se tivesse realizado uma planilha de gastos controlados poderia ter algum dinheiro reservado. A educação financeira deve ser um hábito, hoje até mesmo algumas escolas abordam isso com os alunos. A regra essencial é nunca gastar mais que 70% do orçamento total”, comenta.

No Sul Fluminense, o resultado da pesquisa coincide com as metas de muitos trabalhadores. “Não consegui ter dinheiro para viajar no fim de ano. Gastei muito com outras coisas, saindo fim de semana, comprando roupas. Nesse ano de 2020 quero ter mais organização e guardar uma parte do salário”, argumenta a esteticista Vivian Mendonça.

SITUAÇÃO ECONÔMICA

O levantamento da CNDL/SPC revela ainda que os otimistas com o quadro econômico para 2020 caíram de 72% para 61%, comparado com a pesquisa de 2019. “Tudo indica que o país voltará a receber investimentos em 2020. A continuidade das reformas estruturais será essencial para preparar as bases de um novo ciclo de prosperidade em um futuro próximo”, observa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Para seis em cada dez (63%) dos entrevistados os efeitos da crise, como desemprego e renda baixa, afetaram a rotina. Ao menos 42% deles espera ter maior controle sobre as contas da casa e 37% espera evitar compras parceladas. “É importante adotar uma postura mais preventiva, que deve vir acompanhada de preparo e de metas para atingir os objetivos sem se perder no controle das contas”, destaca a economista Marcela Kawauti.

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