Grupo é denunciado por traficar armas de Foz do Iguaçu para o Rio passando por Resende

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Uma organização criminosa responsável pela distribuição de armas de fogo para traficantes da facção Comando Vermelho em favelas do Rio de Janeiro foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Resende. A informação foi divulgada ontem pelo órgão. Onze pessoas foram denunciadas. As investigações apontam que elas atuavam de forma sofisticada, adquirindo pistolas e munições em Foz do Iguaçu, e as transportado dentro de televisores até a Baixada Fluminense. Suspeita-se as pistolas levadas para o Rio de Janeiro chega na casa dos milhares.

De acordo com informações do MPRJ, o grupo era liderado por Francinei Custódio Medeiros, conhecido como Neizinho, que seria o principal financiador da compra dos armamentos e responsável pela organização geral do esquema criminoso. Aponta ainda que Leonardo Gomes Rangel, o Leo NH, era um financiador do grupo e exercia o contato constante como Comando Vermelho. A investigação aponta que existiam abaixo deles os organizadores da logística de aquisição, além da ocultação e transporte de armas. São citados os nomes de Ingrid da Silva Pereira e Gabriel Tintel dos Santos Silva, o Tintel.

Segundo o MPRJ, para ludibriar a polícia, o transporte das armas e munições era feito primeiro em ônibus até Curitiba, São Paulo e Resende, onde era transferido para automóveis que seguiam para a Baixada Fluminense. “Durante todo o trajeto o grupo mantinha contato constante por aplicativos de celular. A denúncia destaca que o tráfico ilícito de armas de fogo, acessórios e munições era realizado habitualmente, aproximadamente toda semana, o que leva a crer que o número de pistolas levadas para a Região Metropolitana do Rio atinge a casa dos milhares. Uma dessas equipes de transporte, a equipe alfa, foi presa em flagrante com quarenta pistolas – crime já denunciado pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Resende”, diz a nota do MPRJ.

Segundo o órgão, a investigação foi iniciada por conta de informação de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e foi conduzida pela Delegacia

Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e pela Promotoria de Investigação Penal de Resende, com expedição de mandado de busca e apreensão nas residências de Neizinho. Na casa dele foram apreendidos cerca de 280 quilos de maconha, colete balístico, uma pistola e peças de pistolas, sendo objeto de denúncia pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Belford Roxo.

Neizinho, que está preso, tinha residência luxuosa em Belford Roxo, e uma cobertura no Recreio dos Bandeirantes, sendo ainda apreendidas motocicletas de luxo Ducati e Triumph e um automóvel Audi Q3. O grupo foi denunciado pelos crimes de tráfico de armas, organização criminosa, obstrução da justiça e lavagem de capitais.

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