Garotinho visita Sul Fluminense e se diz preparado para recuperar o estado do Rio

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SUL FLUMINENSE

“Não me considero um candidato melhor ou pior que nenhum outro, mas me sinto o mais preparado, pois eu conheço o estado. Já endireitei uma vez e estou pronto para endireitar de novo”. Com esse discurso o ex-governador e pré-candidato ao governo do estado, Anthony Garotinho (PRP), chegou a Barra Mansa neste domingo, dia 22, onde falou com exclusividade com A VOZ DA CIDADE e participou de um evento na Câmara Municipal para o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual, do ex-vereador e ex-secretário municipal de Barra Mansa, Ueslei Brito, o “Ueslei da Farmácia” (PRP). Outros políticos estiveram presentes como a deputada federal Clarissa Garotinho (Pros), os vereadores de Volta Redonda, Sidney Dinho (Patriotas) e Carlinhos Santana (Solidariedade); Zé Abel (PRB) e Marcel Castro (PTB), de Barra Mansa, entre outros.

Na Câmara Municipal de Barra Mansa, Garotinho participou de evento do PRP – Foto: Fábio Guimas

Além de Barra Mansa, Garotinho esteve em Itatiaia e Vassouras. Em entrevista ao A VOZ DA CIDADE, ele se mostrou motivado, principalmente pelo histórico de serviço do qual tem. “Sou candidato pelo PRP, ontem (sábado) recebi o apoio do Patriotas, anteontem (sexta-feira) recebi o apoio do Pros e estamos em conversação com alguns partidos para que em alguns dias possamos fechar nossas alianças”, adiantou o ex-governador.

Ao falar sobre a atual situação do estado, Garotinho disse que isso se deu pela desorganização das finanças e má administração. “Isso foi provocado por uma série de motivos; o primeiro deles a série de incentivos fiscais concedidos indevidamente. O governo do Cabral concedeu benefício fiscal para termas (Spa), ao cabeleireiro da mulher dele, para joalheria em troca de joias para a primeira dama do Rio, então foram R$ 183 bilhões de incentivo fiscal dados e que deixaram de entrar no cofre do estado. Você multiplica isso por 12 anos e vê o tamanho do déficit”, disse, citando ainda a corrupção que desviou 10 bilhões e a falta de capacidade do governador Pezão: “Ele é uma pessoa muito sem iniciativa. Então as políticas públicas para o estado foram parando. Hoje não há um programa social funcionando, a saúde é uma lástima, a educação é outra e a segurança nem se fala. A situação do estado então é muito complicada”, avaliou, lembrando que o acordo de recuperação fiscal que Pezão assinou, mas que não tem cumprido. “O estado não está pagando a dívida. Está tendo que escolher entre: pagar a dívida e o funcionário”.

Garotinho afirmou que a candidatura dele vem pelo fato de acreditar no que chamou de uma missão. “A minha família era contra, inclusive minha filha, Clarissa, disse que era para eu vir como deputado federal, já que fui o mais votado na história do Rio; a Rosinha dizia: ‘Vem senador’. E eu falei para eles: ‘Não estou atrás de um cargo, mas de uma missão. E minha missão é colocar o estado de novo no lugar”, falou.

DESAFIO DE ADMINISTRAR O RIO

O ex-governador lembrou ainda o período em que administrou, ao assumir o estado em 1999, e disse que a situação estava semelhante ao que se vê hoje em dia no Rio de Janeiro. “Quando herdei o governo do Marcelo Allencar, os salários estavam atrasados, para tocar o estado ele foi vendendo o patrimônio público; primeiro vendeu o Banerj para o Itaú, depois vendeu a companhia de energia, vendeu as barcas, os trens e foi vendendo. Só faltou vender a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto)”, disse, revelando que na ocasião foi a Brasília e renegociou as dívidas com a União, bancos e credores.

Para Garotinho, ele é o único candidato com experiência para poder tirar o estado do Rio desta situação financeira crítica. “Isso se enfrenta com diálogo. Tem que sentar e entender um pouquinho da máquina do estado, e eu tenho essa experiência. Essa é a diferença da nossa candidatura para as demais”, enfatizou, frisando que alguns dos adversários, como o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, representa a continuidade do grupo, que segundo ele, faliu o estado. “Ele é o candidato do Cabral, do Pezão, do Picciani”, completou.

EMPREGOS, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA

Para o Sul Fluminense, o ex-governador disse que vai investir na geração de emprego. Segundo ele, vai implantar políticas públicas, entre elas uma que prevê a reorganização das cadeias produtivas, afetadas, conforme ele explicou pelos incentivos fiscais. Em seguida, vai atuar na Educação e na Segurança Pública. “As escolas devem capacitar os jovens para os novos postos de trabalho que vão surgir. À noite, todas elas terão cursos técnicos e tecnológicos, com o intuito de criar oportunidades para capacitar nossos jovens. Estamos vivendo um momento de novas profissões”, frisou.

Sobre segurança pública, Garotinho garantiu que o tema é um ciclo e destacou os quatro pilares: prevenção, inteligência, modernização e reinserção social de detentos. “Polícia tem quatro pilares: prevenção, para que os jovens não caiam no crime; inteligência, porque a polícia mais eficiente é a que prende mais e mata menos. Hoje o curso de formação que durava dois anos, dura seis meses, então você vê que esses rapazes não estão capacitados para atirar. Como que pode pegar um policial do interior, um garoto e colocar nas comunidades cariocas? Não tem jeito. Vamos reestruturar a nossa polícia para modernizar o aparelho policial. E quarto, a reinserção social, hoje o detento não trabalha na prisão e quando sai volta a cometer crime, vamos dar uma profissão para eles. Quero transformar os presídios em unidades prisionais de trabalho, colocar os presos para fazer carteira escolar, uniforme para as crianças, para o bombeiro, polícia. Para ele quando sair de lá ter uma profissão. A segurança é um ciclo, por isso temos que trabalhar dessa forma”, finalizou.

CLARISSA GAROTINHO QUER REABRIR RESTAURANTE POPULAR

Disputando a reeleição a deputada federal, a pré-candidata Clarissa Garotinho (Pros) acompanhou o pai durante caravana pelo Sul Fluminense e falou sobre o sentimento de chegar a Barra Mansa e ver o Restaurante Popular, aberto durante o governo de sua mãe, Rosinha Garotinho. “A gente vê com muita tristeza, porque é algo que as pessoas pedem e notamos que o prefeito não tem nem interesse em reabrir, inclusive parece que queria usar o espaço para outro fim. Essa é uma das minhas bandeiras como deputada, se eleita, conseguir emendas para reabrir o Restaurante Popular”, revelou.

Clarissa também falou sobre como vê a candidatura do pai, após tantos embates políticos. “O que sofremos foi uma covardia, foi uma injustiça o que fizeram com meu pai, por ele denunciar todo esse esquema que depois veio à tona. A gente tinha medo da nossa família sofrer mais perseguição com a candidatura dele, mas é um desejo, como ele mesmo disse: é uma missão, que é o de resgatar o estado, então vamos apoiá-lo, porque também é o mais preparado e a verdadeira oposição a essa falta de governo que o Rio de Janeiro tem hoje”, disparou.

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