BARRA MANSA
O prefeito Luiz Furlani está buscando por recursos em Brasília, junto ao Ministério da Saúde, para manter a ampliação do tratamento oncológico, em Barra Mansa. A cidade possui um dos maiores serviços de combate aos diversos tipos de câncer do Sul do Estado, que é a Unidade de Oncologia (Unacon/Oncobarra), anexa à Santa Casa, e que atende pacientes de outros 28 municípios via SUS (Sistema Único de Saúde) e também da rede particular. Os investimentos repassados pelo Ministério da Saúde e pelo governo estadual somam R$ 1,5 milhão por mês. Porém, a demanda faz com que a produção exceda o teto pactuado atualmente. Outra preocupação é com relação aos atrasos no repasse de verbas, que podem comprometer a manutenção dos serviços.
“Trabalhamos muito para oferecer qualidade de vida aos pacientes oncológicos, levando apoio e conforto, inclusive para os familiares. Nossa meta é tratar as pessoas próximas de casa, nesses momentos tão delicados para elas, de lutas diárias. Nas últimas idas a Brasília, pude iniciar conversas para que consigamos ampliar o repasse do Ministério da Saúde e ampliar a expectativa de vida com qualidade e cura dos nossos pacientes”, ressaltou Furlani.
O secretário de Saúde, Sérgio Gomes, destaca que no último ano, apenas a alta complexidade oncológica da Santa Casa realizou 20.450 atendimentos ambulatoriais, 12.634 quimioterapias, 287 radioterapias e 858 cirurgias.
“Mensalmente, temos um teto pactuado, de verba federal, no valor de R$ 919.578,15. O teto excedente é repassado pelo governo estadual, no valor de R$ 606.266,49. O que significa um investimento de mais de R$ 1,5 milhão para a oncologia. Além desses valores, estamos com uma média de produção excedente em 2025, no valor de meio milhão de reais por mês”, explicou o secretário.
Na última semana, servidores da Secretaria de Saúde apresentaram dados e históricos de atendimentos do serviço para o Conselho Municipal de Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores.
A Oncobarra foi inaugurada em janeiro de 2016. Com equipamentos de última geração, os mesmos usados nos principais hospitais do país, que estão à disposição da população para o tratamento do câncer. A unidade possui equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas, odontologistas, técnicos, entre outros.


