Firjan e sindicatos destacam redução da tarifa do gás natural

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RIO DE JANEIRO

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e sindicatos da indústria esperam que a redução nas tarifas do gás natural contribua para o aumento do consumo do energético no estado. A Naturgy adotou desde o dia 1º uma redução na tarifa do gás natural no estado do Rio entre 15,7% e 19,5%. Para o Gás Natural Veicular, o corte foi de 19,2%.

Essa é a terceira redução nas tarifas em 2020 e em um momento de crise, por conta da pandemia do novo coronavírus, serve para aumentar a competitividades das indústrias fluminenses. No início do mês, a Firjan lançou o estudo “Rio a todo gás”, documento com propostas para destravar investimentos em gás natural, que podem alcançar até R$ 45 bilhões no estado. O Rio de Janeiro é o maior produtor do energético e o gás natural assume fundamental importância como combustível estratégico na retomada econômica do país e do estado, principalmente no pós-pandemia. “A redução no preço do gás natural é fundamental para as empresas fluminenses e de todo o país serem mais competitivas. Essa ação já é parte das medidas do novo mercado de gás natural, mas há espaço para o custo cair ainda mais. Por isso, defendemos a aprovação mais breve possível do novo marco regulatório do gás natural em tramitação no Congresso Nacional”, destaca o presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano.

Segundo ele, no acumulado do ano a tarifa do gás natural já reduziu em torno de 36%, mas ainda é preciso se mais dos preços internacionais. Caetano destaca o trabalho do Núcleo de Gás, do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da federação, junto à Petrobras, Naturgy, ANP e Agenersa para a redução do custo da molécula do gás natural. “A redução também é influenciada pelo preço do dólar e do barril de petróleo. Ainda pode haver mudança de critérios e parâmetros no custo do gás natural, beneficiando toda a sociedade”, acrescenta Caetano, que também é presidente do Sindicato da Indústria de Refino de Sal no estado do Rio de Janeiro.

Já Celso Mattos, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio (Sindirepa), diz que com a redução para o GNV a expectativa é de que o preço nos postos de combustíveis caia em pelo menos R$ 0,36. Assim, o preço nas bombas ficaria em média entre R$ 1,50 e R$ 1,60 para os usuários de GNV. “É muito importante para a indústria, para os instaladores e para a sociedade que os postos façam o repasse integral, afinal as margens já estão estabelecidas e o momento é de cooperação para o estímulo desse importante combustível. Estamos saindo de um período difícil, essa redução e a abertura do mercado de gás estimulará a competitividade no Brasil, principalmente no Rio, cidade que lidera o número de instalações de GNV”, afirma Mattos.

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