Feirão de Emprego para PcD e Reabilitados pelo INSS é realizado em Resende

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RESENDE

A unidade Firjan Sesi Resende recebeu nesta segunda-feira, dia 8 a terceira edição do ‘Circuito Dia D’- Feirão de Empregos para PcD e reabilitados pelo INSS. A iniciativa é da Rede Incluir em ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), e a Superintendência Regional do Trabalho RJ, além do investimento social das empresas associadas ao Cluster Automotivo do Sul Fluminense e apoio de outras entidades da região, como exemplo a Firjan.

Participaram do evento, 46 empresas dos mais variados segmentos oferecendo 300 vagas de emprego, além da formação de banco de talentos. Durante o dia, além dos stands das empresas parceiras, o público presente pode participar de rodas de conversas sobre o ambiente, futuro e mercado de trabalho, entre outros temas.

Participaram do evento a gerente operacional da Firjan, Maria do Carmo da Silva Drumond; o presidente da Cluster Industrial automotivo e diretor industrial da Nissan, Marcelo Marchiori; superintendente regional do Trabalho do Estado do Rio De Janeiro, Alex Bolsas; representante do ministério público do trabalho da primeira região, Juliana Goes; a gerente executiva regional do INSS, Fabiane Azevedo e, representando o RH da Nissan Cleiton Nogueira.

O Presidente do Instituto Rede Incluir, Antoniel Bastos, cita que as ações do Circuito Dia D Inclusivo acontecem há dez anos e estão presentes em mais de 90 municípios do estado. “É uma honra abrir esta terceira edição do evento com grandes expectativas e estar junto de tantos parceiros, já estamos na luta a mais de 26 anos. Nosso trabalho é dar potencialidade a pessoa, nosso papel é aproximar pessoas e temos credibilidade para representá-las no mercado. Trabalhamos com potencialidades, buscando criar conjunto com novas culturas e pensamentos. A novidade desta edição é o aplicativo ‘Diversidade, inclusão e vagas’, um site especifico para vagas PcD, gerida por pessoas e para pessoas, que será lançado em breve”, destaca Nataniel, falando que a expectativa é que todas as vagas oferecidas sejam preenchidas. Ele ainda destaca que desde 2015, já são mais de 10 mil pessoas empregadas através dos eventos.

O presidente da Cluster Industrial automotivo e diretor industrial da Nissan, Marcelo Marchiori; destaca que o evento mostra a preocupação das empresas, empresas e o poder público tem que é trazer uma parte da nossa população para a indústria. “Atualmente cerca de 9 a 10% da nossa população são pessoas com deficiência e, ao longo dos anos, essas pessoas não tiveram tantas oportunidades para entrar no mercado de trabalho. Hoje, a preocupação é trazer essas pessoas para nós, elas têm olhar diferenciado e podem trazer inúmeros benefícios para a industrias. No Cluster trabalhamos para melhorar a mobilidade, temos programa de trabalhar inclusão, diversidade e equidade, é uma agenda existente para trazer essas pessoas para nossas empresas. Na Nissan, temos programas de inclusão de dentro para fora, trabalhamos o conceito de pertencimento, pode incluir, mas a pessoa pode não se sentir pertencente aquele ambiente”, analisa.

Presente no evento, Jorge Pires é gerente de Recursos Humanos MA Automotive Brasil e membro do Grupo de Administradores de Pessoal (GAP), cita que há três anos desenvolveu a parceria com a Rede Incluir. “Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apenas 28,3% das pessoas com deficiência participam do mercado de trabalho, uma taxa significativamente menor que os 66,3% da população sem deficiência. Além disso, a remuneração média das pessoas com deficiência é de R$ 1.639 por mês, enquanto para pessoas sem deficiência o valor é de R$ 2.619. Esse evento é uma semente lançada em Resende, e que já está chegando a outros municípios, o ápice Circuito é o PcD, ele é o grande protagonista”, cita.

Cleiton Nogueira é profissional de RH da Nissan e cadeirante, presente no evento ele conta sobre a importância da feira. “O Circuito é momento de dar voz ao PcD. Quando fui informado do evento no Sesi, fiquei feliz, pois sou ex-aluno do Senai, a unidade faz um forte trabalho de inclusão e estou falando de dez anos atrás, quando mal se falava em PcD. Estou na Nissan desde 2016, é uma empresa onde se trabalha a equidade. Esse evento é de supra importância, traz proximidade com as empresas, senta conversa mostra, fala da rotina”, conclui.

 

 

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