Família relata como aconteceu suposto caso de assédio e explica que menor foi atencioso

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BARRA MANSA

O A VOZ DA CIDADE conversou hoje com a família do menor de 13 anos supostamente assediado ontem no Centro de Barra Mansa. A madrasta, que não quis de identificar, explicou que o jovem foi educado com o homem, de 57 anos, que teria se aproveitado da situação. O delegado titular da 90ª Delegacia de Polícia (DP), Ronaldo Aparecido, também foi ouvido por nossa equipe sobre a história e destacou que é preciso ter cautela, antes de qualquer coisa, nesses casos graves para não tirar conclusões precipitadas.

A madrasta do menor disse que eles moram no bairro Piteiras e que ontem ela o deixou no Centro após o mesmo ganhar um dinheiro do avô, que ele quis gastar no Shopping Popular, na Rua Rio Branco. O menino, então, sentou em um banco da galeria e logo, o homem se aproximou e comentou que o assento estava muito quente. “Como um menino educado, ele olhou para o senhor e disse para ele se sentar no banco em que estava, com sombra. Ele sentou e começou a puxar assunto e perguntou se o meu enteado trocava R$ 50”, relatou a mulher. “Ele ainda, sem malícia, disse que não, pois só tinha R$ 45. Nem pensou que poderia ser um assalto. Depois, o homem perguntou se ele sabia onde tinha um banheiro e ele comentou que o mais próximo era do shopping”, completou a parente, dizendo que neste momento, ele perguntou se o menino poderia ir com ele, e o menor disse que não.

Ela relatou ainda ao A VOZ DA CIDADE, que o jovem entrou no Shopping Popular e observou, por meio do reflexo das vitrines, que o homem estava andando atrás dele. “Ele deu a volta e foi em um box, comprar um óculos que queria e despistou, mas viu que o homem ainda caminhava em sua direção. Nisso ele voltou a galeria e sentou, procurando ficar em um lugar movimentado e o homem se aproximou mais uma vez e o ofereceu R$ 10 para ir com ele ao banheiro, e depois passou a mão em sua perna”, relatou a madrasta.

Em seguida, o menino pediu ajuda a um homem que estava na porta de uma loja, achando que o mesmo era segurança, mas o mesmo o orientou procurar a Polícia Militar na frente da Matriz. Chegando, o menino avistou um Guarda Municipal e relatou o que estava acontecendo e o GM pediu para que ele o levasse até o homem. “Não precisou caminhar muito e o meu enteado viu que ele estava logo atrás dele, novamente. Ele tentou correr, mas GM o pegou e teve que o colocar em uma viatura, pois as pessoas queriam agredi-lo”, disse a mulher.

Toda a família foi para a 90ª Delegacia de Polícia, onde o homem também foi encaminhado. Lá, ele, segundo ela, falava o nome de Deus e dizia que tudo era um mal entendido. “Uma outra família nos procurou e disse que já passou por coisa pior com ele, mas quando voltamos para a delegacia, ele já havia sido liberado.Infelizmente, vivemos em um mundo em que não podemos ensinar os nossos filhos a terem educação com o próximo, pois nunca podemos imaginar quais são as intenções do mesmo”, finalizou a madrasta.

CUIDADO 

Procurado, o delegado Ronaldo Aparecido disse que o caso não caracterizou nenhum aliciamento, pois alguns fatos não foram comprovados, por isso as partes foram liberadas. “Não há o mínimo de elementos que possa imputar a pessoa conduzida a qualquer crime”, explicou. “Se alguém tiver algo contra ele, em outra situação, pode denunciar. Mas a foto dele não pode ser vinculada, não tem nada que comprove o fato. É um crime grave, mas do jeito que foi, tem que tomar muito cuidado para não cometer injustiça”, concluiu a autoridade, que continua apurando o caso.

 

2 Comentários

  1. O fato de ele ter oferecido dinheiro ao meu filho e passado a mão na perna dele e o ter perseguido não caracteriza assédio?
    O que mais precisaria acontecer pra ser caracterizado?
    Será que meu filho precisaria ser estuprado pra ser caracterizado algum crime????

    • Infelizmente é a porra do Brasil, agora sabe oq vai acontecer , esse senhor vai voltar para o mesmo local e vai fazer coisa pior aí depois que isso acontecer vai ser preso por alguns dias e depois vai pra rua de novo fazer oq fazia até a população se juntar e fazer justiça com as próprias mãos . Aí sim fim da história .