Família de criança assassinada em 2018 pede ajuda para se reerguer

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BARRA MANSA

A família da pequena Anitta Myllena Maris de Oliveira, que foi morta aos três anos de idade em março do ano passado em Porto Real, está precisando de ajuda para se reerguer. Segundo explicou a tia da criança, Janaina Ivone Raimundo Faria de Oliveira, a mãe da pequena, Lilian Aparecida de Oliveira, de 38 anos, vive com outros três filhos de 11, 13 e 15 em uma casa em estado precário, no bairro Vila Elmira, em Barra Mansa. A mãe, que está em prisão domiciliar, não pode trabalhar e depende da ajuda de amigos e parentes para poder alimentar os filhos. A família está realizando uma campanha de Natal, para arrecadar vestimentas e calçados para as crianças.

Segundo explica a tia, qualquer ajuda é bem vinda. “Não estamos pedindo dinheiro, mas sim uma ajuda como material de construção para a casa, cesta básica, calçados e roupas para os pequenos”, disse, completando que a família já recebe uma cesta básica do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), mas não é o suficiente. “Seria essencial as pessoas ajudarem com doação constante de alimentos. Porque tem gente que doa, mas é uma vez ou outra e acaba que faltam coisas em casa”, lamentou.

Outra dificuldade enfrentada pela família é a falta de auxilio psicológico para as crianças, principalmente para uma delas, que morava com Anitta.  Janaina explicou que a única que está recebendo assistência é a mãe, no entanto as crianças não conseguiram a ajuda. “A mãe da Anitta entrou em um quadro de depressão após o assassinato da filha mais nova. Mas atualmente ela está melhorando, está grávida de quatro meses e vem recebendo ajuda do posto de saúde do bairro, mas é apenas ela”, disse, explicando que as crianças têm traumas pelo o que aconteceu com a irmã caçula. “Elas falam gaguejando, que mal conseguimos entender o que dizem e às vezes, ficam tremendo. Já existia uma certa dificuldade psicológica antes da Anitta ser assassinada, mas depois que isso tudo aconteceu, a situação piorou”, disse.

A tia ainda explica que desde 2018 Lilian está com um caroço no peito e a suspeita é câncer. “No presídio não conseguiam dar assistência para ela, e a liberdade dela foi concedida para tentar dar atenção a saúde. Mas ainda não há certeza do que ela tem, porque tudo pelo SUS leva mais tempo”, disse.

Aqueles que quiserem ajudar doando materiais de construção, cestas básicas ou vestimentas, podem entrar em contato pelo telefone (24) 9 9833-7188. A menina de 11 anos veste tamanho 12 e calça 35 e 36;  o pré-adolescente de 13 anos calça 41 e 42 e veste  tamanho 14 e 15; já a adolescente de 15 anos veste tamanho 15 e calça 36 e 37; e, existe um quarto irmão, de nove anos, que atualmente mora na casa de um outro parente, por conta de problemas de saúde ele está com 80 quilos e está vestindo calça G5, camisa G adulto e calça 39 e 40.

Sobre o caso Anitta

Anitta Myllena Maris de Oliveira, de três anos, deu entrada no Hospital Municipal São Francisco de Assis, em Porto Real, já sem vida, no dia 31 de março de 2018. A criança estava sob os cuidados de um casal padrinhos, já que a mãe estava presa por tráfico de drogas. O suspeito teria confessado aos policiais que tomava conta da criança, quando bateu nela, pois estava fazendo ‘pirraça’. A esposa do acusado também foi presa por omissão.

A família de Anitta, que estava sendo assistida por um defensor público, recentemente conseguiu um advogado particular que se solidarizou com a situação. “No último dia 19, o advogado entrou com uma procuração para assistir o caso da Anitta”, contou Janaina, completando que ambos aguardam julgamento. “Esperamos que com esse advogado as coisas sejam finalizadas mais rápido, porque nós ficamos a mercê desses tramites lentos”, concluiu.

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