Ex- funcionários de empreiteira que prestavam serviços à Prefeitura de Volta Redonda não querem receber direitos em cinco vezes

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Os cerca de 300 ex-funcionários da Rio Zin, empresa que prestavam serviços à Prefeitura de Volta Redonda, receberam na semana passada a proposta de receber seus direitos em parcelas de cinco vezes. Nesta terça-feira, 23, os trabalhadores voltam à sede do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação e pretendem recusar a proposta. É que, de acordo com os trabalhadores, a maioria aceitou a proposta por não saber o valor que iria receber e pelo fato da direção do Sindicato ter alegado que, se eles não aceitassem o caso seria levado à Justiça. Muitos, ao saberem do valor que têm para receber, decidiram voltar atrás, pois não compensa.

De acordo com alguns dos trabalhadores, o valor em dinheiro é muito pouco para ser dividido em parcelas. Muitos foram ouvidos pelo A VOZ DA CIDADE lembrando que mesmo com as contas de luz, água e aluguel atrasadas, terão que recusar em receber os direitos trabalhistas em cinco vezes. “Estou com meu aluguel sem pagar e minha conta de luz atrasada, mas não tem como receber um valor tão baixo em cinco vezes. Pelo cálculo feito, tenho apenas R$ 427 para receber. O que faço com isso e ainda mais recebendo parcelado?”  Indagou uma das funcionárias demitidas. Disse ela que ficaram de pagar no último dia 18 a primeira parcela, mas que em seguida passaram para hoje. “Pensamos bem e o melhor é colocar mesmo na Justiça, pois o valor é muito baixo para dividir com foi proposto pela empresa ao Sindicato”, completou uma das funcionárias demitidas, ressaltando que se não for para receber tudo de uma vez só, o melhor é tentar na Justiça.

SEM SABER O VALOR QUE VÃO RECEBER

Os reclamantes informaram que, quando foram ao Sindicato na semana passada, a maioria não sabia o valor que deveria receber. Por isso concordaram com o parcelamento, mas agora descobriram que não tem como. Indagaram que, como pode aceitar um valor tão inferior e ainda dividido em parcelas. “Se fossem duas parcelas, é pouco, mas poderíamos até aceitar, mas esse valor tão baixo, não tem como. Na semana passada quase ninguém sabia o valor da rescisão e hoje quando ficar sabendo o povo vai se revolver e, com certeza não irá aceitar a proposta”, criticou, ressaltando que quando ficar sabendo, a maioria vai se revoltar. “A empresa nos demitiu, pois sabia que o contrato de trabalho com a prefeitura já havia terminado. Mesmo assim não acertou nada com a agente. Nem avisou nada e nem pagou a nossa rescisão. Agora vem com essa proposta indecente”, reclamou a trabalhadora.

A ex-funcionária lembrou ainda que, como havia conversado com o prefeito individualmente, recebeu a promessa dele de que outra empresa seria contratada para assumir os ex-funcionários. Só que até agora, continua aguardando. “O prefeito me prometeu e garantiu que, assim que a outra empresa fosse contratada levaria os funcionários da Rio Zin. Na ocasião o prefeito até nos passou o contato de uma assessora dele, mas agora fomos informados que ela está proibida de falar qualquer coisa que diz a respeito da Rio Zin. A manhã (hoje) que o povo vai saber do valor pequeno a ser dividido em cinco vezes e aí, com certeza, vai brigar pelos seus direitos e pelo emprego que o prefeito disse há duas semanas que iria arrumar depois da contratação da nova empresa. Prometeu chamar a gente, mas já passaram duas semanas e nada”, destacou.

SEM CONHECIMENTO DOS VALORES

O presidente do Sindicato de Asseio e Conservação de Volta Redonda com base territorial em Volta redonda e Barra Mansa, Wilton de Mello Peixoto,

disse que não tem conhecimento dos valores que os trabalhadores vão receber. Explicou que a única coisa que sabe é que a empresa passou a proposta e que marcou as homologações para hoje. “É importante que os trabalhadores venham para o Sindicato para ver de perto a real situação. Quero deixar bem claro que ninguém é obrigado a aceitar nada. Esse acordo foi proposta da empresa e não do Sindicato. Pra reverter essa situação só com uma ação judicial. E é tudo que a empresa está querendo, pois as audiências só estão sendo marcadas para dezembro deste ano e janeiro do ano que vem”, informou o sindicalista.

Ainda de acordo com o presidente, o Sindicato, só levou a proposta da empresa aos trabalhadores que garantiu que irá liberar tudo que eles têm direito, como FGTS, Seguro Desemprego e os 40% do FGTS. “A promessa de pagamento foi feita, mas realmente divido em cinco parcelas, uma no ato da homologação e as outras quatro subsequente a cada trinta dias. Estamos sempre à disposição dos trabalhadores para qualquer dúvida”, contou Wilton.

Vale lembrar que a terceirizada, prestava serviços à prefeitura desde o ano passado. A empresa era responsável pelo serviço de poda de árvores, capina, limpeza de bueiros, jardinagem, varrição de ruas e vielas, limpeza próximos aos rios e canais, recolhimento de entulho e de animais mortos, entre outros e encerrou o contrato com a prefeitura, deu baixa na Carteira de Trabalho dos funcionários, mas não pagou nenhum dos direitos.

 

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