Especialistas da Firjan traçam panorama tributário e sugerem possíveis linhas de crédito durante a pandemia da Covid-19

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SUL FLUMINENSE

Uma das maiores dificuldades das empresas frente à crise do novo coronavírus é manter o fluxo de caixa. Por isso, são essenciais a suspensão de tributos e a prorrogação dos prazos das apresentações de obrigações acessórias. Este e outros temas foram abordados na ‘live’, vídeo on-line com transmissão ao vivo, que a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) promoveu, na quarta-feira, dia 1º, sobre o panorama tributário atual e as condições de acesso ao crédito diante das medidas adotadas para conter os impactos da pandemia.

A transmissão on-line aconteceu através do  YouTube e teve a presença remota de Isaque Ouverney, gerente de Infraestrutura da Firjan, que fez a intermediação. Além dele, participaram Rodrigo Barreto, gerente Jurídico Tributário da federação; e Bruno Martins, coordenador do Núcleo de Acesso ao Crédito Firjan (NAC). Barreto frisou que a federação está focada em melhorar as condições de negócio no estado e, para isso, tem pleiteado alternativas que permitam a retomada da atividade produtiva após a crise, seguindo o Programa Resiliência Produtiva Firjan.

Segundo o gerente Jurídico Tributário, a maior dificuldade das empresas está em manter seu fluxo caixa. “Daí a importância da suspensão dos tributos e da prorrogação dos prazos para apresentar as obrigações acessórias. Em nosso pleito, estão a suspensão não só dos tributos federais, como também estadual e municipal. Apesar de entendermos a dificuldade em que se encontra o estado fluminense devido ao processo de recuperação fiscal e da questão dos royalties, é preciso que os governos criem subsídios para manter a economia”, pontuou.

No Sul Fluminense como em outras regiões, diversos empresários sofrem com a economia paralisada devido à pandemia. “São dias de terror, posso afirmar. Claro que priorizamos a saúde, a integridade das pessoas, mas é inegável que sem atividade não há recurso. O caixa está parado, o que tenho de reserva deve comportar no máximo mais 45 dias sem alterar muito a rotina da empresa. Mas, tenho amigos que já demitiram profissionais, outros que pensam em encerrar atividades. Suspender tributos e prorrogar apresentações como sugere a Firjan é interessante também para as micro e pequenas empresas”, afirma o empresário Ricardo da Silva.

REDUÇÃO DA TAXA SELIC

De acordo com Martins, duas medidas positivas do governo federal para melhorar o acesso ao crédito foram a redução da taxa de Selic, que passou de 4,25% para 3,75%, mesmo ainda sendo conservadora; e a autorização de repasse de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social por meio de fintechs (majoritariamente startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro), aumentando a capilaridade do banco. Este é um dos pleitos do Programa de Resiliência Produtiva Firjan atendido pelo governo. “Antes de buscar apoio financeiro, é importante que o empresário saiba organizar as finanças, otimizar recursos operacionais, montar um plano de financiamento, com maior detalhamento possível, pesquisar o mercado e ficar atento a prazos e documentos necessários. Quanto mais preparado estiver, mais fácil de conseguir uma linha de crédito e com juros menores”, assinalou o coordenador do NAC.

VÍDEO DE ORIENTAÇÃO

A Firjan lançou um vídeo para orientar os empresários sobre os tributos que tiveram o pagamento postergado, e também comenta o que ainda está em pleito e as melhores formas de crédito, como a destinada à folha de pagamento. Acesse o vídeo clicando aqui.

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