Escolha quem pode opinar na sua vida e descarte a Dependência emocional

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BARRA MANSA

Quem nunca mudou de decisão baseado na opinião de outra pessoa? Quantas vezes não nos questionamos sobre qual seria a visão de alguém a respeito de um dilema que estejamos passando? De que forma a crítica do outro pode se tornar uma dádiva ou uma armadilha em nossas vidas?

Vivemos em sociedade e em grupo, dessa forma, somos observados e julgados o tempo todo por aqueles que estão a nossa volta. Figuras como pais, filhos, cônjuges, amigos e mestres, geralmente são os que apresentam maior influência emocional sobre nós.

Os sonhos, os planos para o futuro, os desejos e os projetos a curto e longo prazos fazem parte da vida. Porém, muitas vezes ao conversar sobre isso com alguém podemos nos ver desestimulados ou desacreditados.

De acordo com o psicólogo Renan M. Souza é preciso escolher quem vai opinar na sua vida. “Nesse assunto não é bom ser 8, nem 80. Você não deve ser do tipo que ‘não está nem aí pra opinião de ninguém’, mas também não deve se preocupar com a ‘opinião das pessoas’ de forma genérica, sem saber claramente quais pessoas são essas. Escolha poucas pessoas e entenda que, você não precisa necessariamente perguntar a opinião dela, mas você pode fazer o exercício de imaginar qual conselho ela te daria ou o que ela faria se estivesse no seu lugar”, destaca.

O profissional enumera algumas dicas para a escolha certa. “São algumas perguntas que você deve se fazer para escolher corretamente uma pessoa que pode opinar na sua vida e te influenciar nas decisões: Essa pessoa se preocupa de verdade comigo? Ela presta atenção de verdade em mim, na minha vida? Está realmente interessada em me ajudar de verdade? Pode me ajudar de verdade? Tem capacidade, conhecimento, maturidade, equilíbrio pra me ajudar?”, destaca.

Dependência emocional

A baixa autoestima e desconfiança sobre nosso próprio potencial pode nos paralisar ou limitar a busca por nossos ideais. Com a autoconfiança prejudicada, estamos mais propensos a criar uma relação de dependência com o outro que se torna, sem que percebamos, um guia ditando verdades absolutas para nós.

É difícil romper com as ‘profecias’ que aqueles em quem confiamos pregam a respeito das nossas vidas. Agir em desacordo com elas e assumir os riscos requer coragem. Isso gera ansiedade, medo do fracasso e do arrependimento.

Porém, se não seguirmos em frente podemos sofrer uma frustração intensa ao percebermos que nos deixamos envolver pela opinião alheia e, dessa forma, desistimos de buscar os nossos sonhos.

Para Renan, a dependência emocional é sinal de imaturidade. “Os sentimentos e emoções são coisas passageiras, mutáveis, e não devem fundamentar as nossas ações. Um dos grandes problemas que temos hoje é a falta de referência para a maturidade, o que é ‘ser maduro’, níveis de maturidade, como a gente faz pra chegar lá. Muitos psicólogos e coaches trabalham com o conceito de inteligência emocional, que é até útil, mas não se sustenta muito tempo diante da imaturidade”, explica Renan, acrescentando que é o egoísmo é que ancora a pessoa na imaturidade. E o egoísmo é um monstro faminto, que nunca está satisfeito. “O caminho para a maturidade é justamente o caminho para ir vencendo o egoísmo. Cumprindo os mais básicos deveres e obrigações sem reclamar”, complementa.

 

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