Escola estadual de Paraty cria projeto que visa ao reflorestamento de parte da Mata Atlântica

 Ação do Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto mostra aos estudantes a importância da preservação ambiental e da sustentabilidade

Por Roze Martins
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PARATY
Alinhado com o conceito de preservação, o Colégio Estadual Almirante Álvaro Alberto, de Paraty,  desenvolve um projeto de revitalização de parte da Restinga de Mambucaba, em área de Mata Atlântica, na Costa Verde do estado. A iniciativa é fundamental para o local e para os estudantes, preocupados com a integridade e o equilíbrio ambiental das regiões costeiras, uma das mais ameaçadas do planeta.
“Sempre estimulei a minha equipe de forma a impactar positivamente nas ações da escola. Como estamos inseridos dentro da Mata Atlântica, nada mais coerente que formar nossos alunos para preservação e ensiná-los a trabalhar a sustentabilidade de forma prática, causando impactos positivos para eles e para a comunidade na qual estão inseridos”,
destaca Sheila Karla Azevedo Paniagua, diretora-geral da unidade escolar desde março de 2014.
A ação relacionada ao reflorestamento da Mata Atlântica começou em 2018, quando a comunidade escolar decidiu, em conjunto, mudar o Projeto Político Pedagógico da escola para a temática da sustentabilidade, levando em conta o espaço em que vivem. Desta forma, foi colocado o desafio de despertar nos estudantes a vontade de trabalhar, cuidar e preservar o ambiente.
“Esse trabalho traz mais confiança para nós, pois vemos a plantação e tudo o que acontece nessa atividade. A gente costuma plantar árvores, e também tem várias verduras, vários temperos também. É legal ver que muito do que comemos é produzido por nós. Faz bem para a saúde e para a comunidade”,  afirma a aluna Ana Beatriz, que cursa a 3ª série do Ensino Médio e também é voluntária no projeto.
Dentre os principais objetivos desta iniciativa, destacam-se a revitalização florística de espécies nativas das restingas brasileiras, com o intuito de permitir e proporcionar condições de reingresso ou permanência da fauna; a implantação de uma política de utilização organizada e racional do local (com caminhos de acesso à praia bem definidos, placas educativas, locais de coleta de lixos), integrando atividades de recreação e acadêmicas, com a preservação e monitoramento ambiental.
O projeto também visa garantir um banco genético vivo, com extração de sementes e brotos para reflorestamentos posteriores; além de utilizar o reflorestamento como ferramenta pedagógica prática multidisciplinar, incentivando novas pesquisas e projetos.
“Uma das grandes mudanças que vemos nesses jovens é o interesse maior pela aula e o próprio cuidado com o lugar onde eles moram, aprendendo a respeitar onde vivem. Integrados com a comunidade, mostramos a importância de se interagir e não depredar o meio ambiente. E também comentamos muito sobre agroecologia e sustentabilidade, principalmente com os povos originários existentes na região”, conta Luiz Monteiro, professor de Biologia da escola.
Atualmente, o colégio possui uma horta de quase 400 metros e um horto com produção de mudas que, com a participação dos alunos do Ensino Médio, crescerão no local. Desde 2019, foi iniciado o plantio de palmito no espaço, usado na merenda escolar. Todos colaboram com o dia a dia. A unidade possui plantações de alface, cenoura, jiló, abóbora, chuchu, hortelã, manjericão, palmito e pimenta. Em breve, está previsto o cultivo de frutas.
“Estou no último ano do Ensino Médio e participo desde o 6º ano do Ensino Fundamental. Isso tudo me ajudou muito. A interação é muito grande. Fomos influenciados na escola para poder reflorestar e plantar vários tipos de espécies. É muito especial ver esse projeto crescer e, literalmente, florescer”, comenta Lucas Barros, aluno da 3ª série e também voluntário do projeto.
A inserção dos estudantes na temática de preservação ambiental, uma das razões do sucesso desta atividade, não se resume apenas ao componente acadêmico e ao trabalho de campo. Parte das ações é divulgada por meio de redes sociais pelos próprios estudantes, com o intuito de explicar e conscientizar sobre a importância dessa iniciativa.
“A gente trabalha neste projeto com muita alegria, com a participação de todos. Nós participamos do processo desde o início, fazemos o plantio e a manutenção, e acabamos vendo o resultado, que traz muitos benefícios para nossa alimentação”, ressalta Marcos Paulo, voluntário do projeto e aluno da 3ª série do Ensino Médio da unidade.
Com isso, toda a operação visa à promoção de melhorias com ações de sustentabilidade. Assim, o reflorestamento promove conservação e regulação do sistema hidrológico e o combate a mudanças climáticas, além da conservação de solo.
“É muito importante termos cidadãos formados para executarem projetos que proporcionem qualidade de vida. As ações desenvolvidas por toda a equipe pedagógica têm feito a grande diferença na formação de nossos alunos. Este trabalho realizado pela escola é uma oportunidade para promover mudanças significativas no planeta e proporcionar uma aprendizagem mais consolidada para todas as crianças e jovens”, diz a secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto.
 

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