Entidades do comércio de Volta Redonda pedem apoio parlamentar

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VOLTA REDONDA

A Câmara de Dirigentes Lojistas e a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Volta Redonda, representando também o Sindicato do Comércio Varejista, participaram na terça-feira, 14, da sessão da Câmara de Vereadores de Volta Redonda onde solicitaram apoio parlamentar no enfrentamento das adversidades da pandemia do coronavírus no comércio local.

Os presidentes da CDL, Gilson de Castro, e Luís Fernando Cardoso, da Aciap, usaram a tribuna com aval do plenário para reforçar a importância da luta para manter o comércio aberto, com a necessidade da revisão do acordo feito pelo Governo Municipal com o Ministério Público que criou eixos para flexibilização do comércio. Luís Fernando destacou que dos 110 dias de quarentena, o comércio ficou 79 dias com as portas fechadas e, durante esse período, pelo menos 200 empresas encerraram as atividades e cerca de 7 mil trabalhadores foram demitidos. “Fizemos esse levantamento com dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados e à Junta Comercial, mas pode ser ainda maior, porque muitas empresas ainda não cancelaram seus CNPJ´s e, além disso, muitos trabalhadores ainda estão em suspensão de contrato. Infelizmente, esse abre e fecha tem causado muito transtorno e incertezas”, afirmou.

A rotina no comércio é retomada gradativamente levando consumidores às ruas – Fábio Guimas

O presidente da Aciap-VR apresentou três sugestões para o eixo para flexibilização: mudar de 5% em três dias seguidos para por sete dias seguidos; ocupação de leitos de UTI de 50% para 85%; e o no caso do Hospital de campanha de 60% pra 85%. “São índices preconizados pela Organização Mundial de Saúde. Esses dados mudam muito rápido e não se pode medir em tão pouco tempo como se tem feito. Dá três dias seguidos com 5%, aí, fecha, no quarto dia, já está 0,6%. É uma média que não vale. O que precisa mesmo é o Poder Público estar preparado para lidar com a evolução e atender bem os pacientes. O comércio não é o culpado pela disseminação do vírus. As lojas desde o início da reabertura estão trabalhando com todas as medidas preventivas necessárias”, afirmou.

Já Gilson de Castro reforçou que a economia está vivendo um dos períodos mais difíceis e que a pequena e microempresa, que representam mais de 80% dos segmentos de varejo e serviço, não suportam mais um dia sequer fechadas. “Muitas estão à beira da falência. São pais de família que não conseguem mais levar o sustento para casa. Trabalhadores que tiveram que demitir não porque quiseram, mas porque não tiveram outra saída, porque já não tem como comprar comida para colocar na mesa da família. A realidade está muito difícil para uma grande parcela de comerciantes. O único isolamento que existe é o do varejo. Nas periferias, o ir e vir continua. As ruas continuam movimentadas, com festas em muitos lugares. E quem paga essa conta é só o comércio. Não podemos mais aguentar isso”, afirmou.

Gilson de Castro defendeu a criação de uma comissão parlamentar – Divulgação CDL-VR

O presidente da CDL também citou que várias propostas de flexibilização do horário foram apresentadas tanto ao prefeito Samuca Silva quanto ao Ministério Público desde o início, mas nenhuma foi levada em consideração.  Foi proposto que o Legislativo crie uma comissão parlamentar para acompanhar a situação junto com as entidades para discutir com o Governo Municipal e também com o Ministério Público uma nova proposta que não puna o comércio, que é o principal gerador de empregos da cidade, que até março empregava em torno de 44 mil pessoas, com cerca de 10 mil estabelecimentos comerciais.

Após a fala dos líderes empresariais, a maioria dos vereadores se pronunciou favorável à luta dos comerciantes e à criação da comissão. O requerimento deverá ser apresentado na próxima terça-feira, 21, com a definição dos vereadores que irão fazer parte da comissão.

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